quarta-feira, 5 de março de 2014

Perguntas sobre Corinthians incomodam jogadores do São Paulo


Treino São Paulo Pabon (Foto: Cassio Barco)

Destino do time alvinegro no Paulistão depende do Tricolor, que encara os adversários do rival nas últimas rodadas da primeira fase do torneio "Time grande como o São Paulo não tem que ajudar ninguém, a gente tem é que ganhar". 
A frase do lateral-esquerdo Reinaldo resume bem o que os jogadores do São Paulo pensam sobre a possibilidade de "atrapalhar" o Corinthians na reta final de classificação para a próxima fase do Campeonato Paulista. O Tricolor vai enfrentar três concorrentes diretos do Corinthians, além do disputar um clássico contra o próprio rival.
O colombiano Dorlan Pabón também não quer nem pensar em ajuda ao rival, muito menos no clássico.
– Por enquanto só penso na próxima partida. Claro que meu primeiro clássico (contra o Corinthians) vai ser muito importante, mas primeiro temos que pensar na partida contra o Audax – disse ele.
Reinaldo, que herdou a vaga de Álvaro Pereira, que viajou com a seleção uruguaia, só pensa na classificação do time o mais rápido possível. E isso pode acontecer já nesta rodada. Basta o Tricolor vencer a partida contra o Audax e o Linense perder seu jogo, justamente contra o rival Corinthians.
– A gente tem de pensar sempre na classificação, fazer uma boa partida e torcer para os adversários perderem para a gente conseguir se classificar rápido – disse ele.

Pabón elogia Ganso, mas quer time jogando bem com ou sem o meia


Pabon São Paulo (Foto: Site oficial do SPFC)
Colombiano diz que o camisa 10 é uma ‘referência’ na posição, mas acredita em qualidade do grupo para superar o Audax Dorlan Pabón chegou ao São Paulo para ser uma das opções do time no ataque. Mas foi no meio campo que o futebol do colombiano saltou aos olhos da torcida, e, principalmente, do técnico Muricy Ramalho. As boas atuações garantiram ao jogador elogios dos são-paulinos em redes sociais, e o mais importante: uma vaga no time titular.
O colombiano sabe bem que os chutes de fora da área são sua principal arma para ajudar o São Paulo a vencer o Audax, nesta quarta-feira, às 22h, no Morumbi.
– Aproveito muito bem chute de meia distância, mas eu trabalho para a equipe, pois quando ela vence todos nós vencemos – disse ele, rejeitando uma possível fama de "fominha".
No duelo contra o time de Osasco, Pabón devem ter a companhia de Ganso no meio de campo. Presença importante, e que, segundo o colombiano, pode ajudar muito o trabalho da equipe, mas não pode ser determinante para a conquista da vitória.
– Eu acho que o Ganso é uma referência. Sabemos que a qualquer momento ele pode nos ajudar com um passe e deixar qualquer um na cara do gol. Não sabemos quem joga amanhã, mas estamos tranquilos porque somos um grupo muito grande e precisamos mostrar um bom futebol com ou sem ele – disse o colombiano. 

Muricy fecha o treino e não confirma Ganso entre os titulares


Treino do São Paulo Ganso (Foto: Marcos Ribolli)
Treinador faz mistério e não abre a parte tática do treinamento desta terça-feira para os jornalistas. Expectativa é de que o meia volte ao time principal
O técnico Muricy Ramalho manteve o mistério para o duelo contra o Audax, quarta-feira, às 22h, no Morumbi. Ele fechou o treinamento para a imprensa, que não teve acesso ao treinamento tático - a expectativa é de que Paulo Henrique Ganso volte ao time titular. Os jornalistas puderam ver apenas um descontraído rachão, que foi interrompido pela chuva e pelos raios que assustaram os jogadores na tarde desta terça-feira, em São Paulo.
A atuação de Ganso contra o XV de Piracicaba, na última quarta-feira, foi muito elogiada pela comissão técnica do Tricolor, o que indica uma volta do meia aos 11 iniciais. Até o momento, porém, a única alteração confirmada é a entrada de Reinaldo na lateral esquerda, substituindo o uruguaio Álvaro Pereira, que está servindo a seleção do seu país.
A possível volta de Ganso abre disputa entre Luis Ricardo e Douglas. Nas últimas duas partidas, Muricy usou um esquema com um lateral mais avançado, na frente do outro. No caso de o camisa 10 reaparecer no time titular, a função voltará a ser realizada pelo colombiano Pabón.
Se a expectativa se confirmar, o São Paulo entra em campo com: Rogério Ceni; Luis Ricardo (Douglas), Rodrigo Caio, Antônio Carlos e Reinaldo; Souza, Maicon, Pabón, Ganso (Douglas), Osvaldo e Luis Fabiano. 

segunda-feira, 3 de março de 2014

Laterais, Luis Ricardo e Douglas apostam em parceria pelo lado direito


Luis Ricardo e Douglas (Foto: Site oficial do SPFC)
Polivalentes foram escalados juntos na partida contra o XV e mostraram que podem ser opções para a fase decisiva do Paulistão e para o restante da temporada Um está no clube desde 2012. O outro foi um dos contratados para atual temporada. Rivais por um lugar na lateral direita, Douglas e Luis Ricardo mostraram ao técnico Muricy Ramalho que podem jogar juntos. A dupla esteve em campo na vitória por 3 a 1, na última quarta-feira, contra o XV de Piracicaba. Um jogou à frente do outro pelo extremo do campo e trocaram constantemente de posição.
Pela formação original, Douglas era o lateral e Luis Ricardo, o homem da direita no esquema 4-2-3-1. Foi dessa maneira que o ex-jogador da Portuguesa aproveitou uma brecha, foi ao ataque e, de pé esquerdo, aproveitou um cruzamento rasteiro de Osvaldo para marcar seu primeiro gol pela nova equipe.
– O Muricy foi muito claro. Eu jogaria mais adiantado, com o Douglas atrás na lateral. Mas, quando ele fizesse a ultrapassagem para atacar, eu deveria voltar e me preocupar com a cobertura. Felizmente, tudo deu certo e conquistamos um resultado muito importante. Estávamos precisando dessa vitória – afirmou Luis Ricardo, que deve continuar como titular na quarta-feira, contra o Audax, no Morumbi.
Douglas é um dos mais animados com a parceria.
– Podem acontecer coisas muito boas nessa parceria. Jogando mais adiantado, ele já marcou gol e eu também já fiz. Ainda podemos melhorar muito a cada partida, já que o entrosamento vai crescer – ressaltou.
Em sua passagem vencedora pelo São Paulo, Muricy Ramalho sempre gostou de trabalhar com atletas polivalentes. É nisso que Luis Ricardo e Douglas apostam para continuar entre os eleitos a partir do momento em que o treinador definir o time para o mata-mata do Campeonato Paulista.

Pato conta os dias para a estreia: 'Vou aproveitando para me adaptar'


Alexandre Pato São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)
Atacante só terá condições de jogo no dia 12, contra o CSA, pela Copa do Brasil Envolvido na negociação que levou Jadson para o Corinthians, Alexandre Pato está a dez dias de sua estreia pelo São Paulo. E, a cada treino que realizada no CT da Barra Funda, o atacante se sente mais à vontade na nova casa. Com bom desempenho principalmente nos treinos de finalização, ele tem sido constantemente elogiado pelo técnico Muricy Ramalho.
A ansiedade é cada vez maior, e Pato não vê a hora de poder usar a camisa 11 do Tricolor pela primeira vez, o que ocorrerá na partida contra o CSA, em Maceió, pela Copa do Brasil.
– Esse tempo de preparação tem sido importante porque quero fazer aquilo que gosto novamente, que é jogar futebol. Tento aproveitar ao máximo os treinamentos e, assim, diminuir a ansiedade da estreia. Sei que é preciso ter paciência, mas estou aproveitando esse período para me adaptar ao clube e aos meus novos companheiros – afirmou o jogador, ao site oficial do clube.
No Campeonato Paulista, Pato só pode observar os companheiros em ação, já que fez mais de três jogos pelo Corinthians e não pode jogar por outro time no torneio. Para entrar em campo pelo torneio nacional, o atleta já faz planos.
– Tenho me preparado bastante. Caso seja escolhido para o jogo em Maceió, darei o máximo para ajudar a equipe. Vou adquirindo ritmo de jogo aos poucos e posso até sentir alguma dificuldade, mas o torcedor pode ter certeza de que não faltará empenho. Quero muito aproveitar as chances que aparecerem – ressaltou.
O atacante tem contrato com o São Paulo até dezembro de 2015. Por uma cláusula contratual, o jogador pode ser negociado pelo Corinthians. Em 2014, a proposta tem de ser de R$ 49 milhões, que foi exatamente o valor pago pelo alvinegro ao Milan para contratar o jogador em 2013. Nesse o caso, a equipe do Morumbi teria  direito a 10% do valor total. 

Fabrício desabafa: 'Quer que eu faça o que para o cara gostar de mim?'


Treino São Paulo Fabrício (Foto: Marcos Ribolli)
Volante afirma respeitar opção de Muricy Ramalho, mas afirma que 'não puxar o saco' de ninguém para ganhar um chance no São Paulo; contrato vai até dezembro Fabrício sempre foi titular por onde passou. Experiente, chegou ao São Paulo no início de 2012 com a moral de quem seria uma extensão do capitão Rogério Ceni dentro de campo. De personalidade forte, ele era considerado a peça ideal para mudar o perfil de um grupo que havia desaprendido a conquistar títulos. Mas, dois anos depois, o meio-campista vive a experiência de estar encostado no elenco. Às vezes, fica fora até de coletivo no CT da Barra Funda. Situação que não deve mudar até dezembro, quando acaba seu vínculo com o clube.

Pode-se dizer que Fabrício não teve sorte no São Paulo. Chegou com uma lesão na panturrilha e no tendão da perna esquerda. Ficou dois meses em tratamento. Quando voltou, teve outras duas lesões musculares. Para piorar, no dia 18 de junho de 2012, torceu o joelho esquerdo em jogo contra o Atlético-MG e sofreu rompimento do ligamento cruzado. Foram nove meses parado. Na volta, entrou em rota de colisão com o então técnico Ney Franco e acabou afastado. Ganhou nova vida com Paulo Autuori, mas foram só dois meses. Com Muricy Ramalho, tornou a cair no ostracismo.
Apesar de tudo isso, o meio-campista de 32 anos não reclama. Neste início do ano, teve pelo menos cinco propostas para sair, duas delas de Goiás e Sport, mas não quis. Com salários estimados em R$ 200 mil mensais, o volante diz que não tem mágoa de Muricy Ramalho, mas afirma que não vai "puxar o saco de ninguém" para ganhar uma chance. Com a família adaptada a São Paulo, ele descarta sair agora. Uma transferência só será estudada a partir de janeiro de 2015.
Confira a entrevista abaixo.
- Você é um cara que sempre jogou por onde passou. Como analisa sua situação atual?
Fabrício – É uma situação nova na minha carreira, mas acredito que tudo serve para amadurecer. Não me considero em fim de carreira, tenho mais três ou quatro anos pela frente. Treino diariamente no mesmo nível dos companheiros, me sinto 100%, mas o treinador tem suas preferências e eu preciso respeitar.Mas, sem dúvida, é algo que incomoda...
Sem dúvida. É chato para mim, mas eu respeito a opção do treinador. E respeito mais ainda o colega que joga na minha posição. Por isso vocês não me veem entrando em polêmica, falando alguma coisa, porque se tivesse jogando não iria gostar que um companheiro fizesse isso. Por isso, sigo quietinho, cumprindo meu contrato até o final do ano e pretendo cumprir. No ano que vem a gente vê o que acontece.
Você havia ganhado algumas chances com o Autuori. Como mudou a situação com o Muricy?
Depois que ele chegou, me tirou do time no primeiro coletivo, me sacou. Ele gosta mais dos outros volantes, e eu respeito isso. Eu o cumprimento todo o dia, venho aqui, trabalho, faço a minha parte. Quer que eu faça o que para o cara gostar de mim? Não vou ficar lambendo o saco de ninguém. Quer me colocar para jogar, coloca. Não quer, tudo bem, meu comportamento vai ser o mesmo.

Fabrício São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)

Mas você teve algum problema com o Muricy?
De maneira nenhuma. Respeito a opinião dele, é um treinador supervencedor aqui, tirou a gente de uma situação muito difícil no ano passado. Eu não quero polêmica. Gosto de vir, trabalhar e viver em paz. Não gosto de ficar arrumando tumulto para chegar aqui e vir trabalhar desanimado, sem aguentar olhar para a cara de alguém. Lógico, fico chateado. Não estou jogando, e isso nunca aconteceu na minha carreira. Mas deixo minha chateação para fora. A partir do momento em que entro no CT, dou meu máximo, como se estivesse nos planos do treinador.
Essa situação no São Paulo é irreversível?
Acho que sim. O futebol vive mudando, mas como a coisa vem desde o início do ano, acho que sim, é muito difícil voltar a jogar aqui. Ele fala que aqui avalia pelos treinamentos e espero poder agradá-lo de alguma maneira.
Você considera sua passagem pelo clube como frustrante? Afinal, não conseguiu jogar e mostrar o que todos esperavam.
Isso acontece. Em nenhum momento, deixei de ser a pessoa que sou. Toda vez que joguei fiz meu papel, conversei dentro de campo e procurei motivar os companheiros. As coisas não dependem só de mim. Cheguei aqui no meio do furacão. O São Paulo não ganhava títulos faz tempo. Depois, ocorreram as mudanças de treinador no ano passado, coisas que não aconteciam.

Após invasão ao futebol brasileiro, gringos chegam às divisões de base

Sul-Africano Tyrone das divisões de base do São Paulo (Foto: Reprodução TV Globo)

O São Paulo investe no sul-africano Tyrone Joe Sandows. Nascido em Joanesburgo, Tyrone  está desde os 11 anos no Brasil. Hoje, aos 19, já fala português fluentemente. Com habilidade e bom controle de bola, o meia-atacante canhoto conquistou de vez a confiança dos dirigentes. Apesar de ser uma das promessas do clube, não vê o futuro apenas no futebol e, em meio a treinos e jogos, cursa faculdade de educação física.
 - O dia a dia é bem puxado, com treino de manhã, de tarde e à noite, às vezes vou para a faculdade. Prefiro pensar ser jogador de futebol ainda e conquistar o Brasil – afirmou Tyrone.
O Botafogo tem um reforço que vem do outro lado do mundo. É o chinês Tang Shi, que acabou de chegar para o time sub-20 e já arrisca até o hino alvinegro. Seja argentino, italiano, húngaro, sul-africano, todos sonham trilhar o sucesso de outros estrangeiros no futebol brasileiro como os argentinos Conca e Tevez, que foram eleitos os craques do Brasileirão.