quinta-feira, 5 de abril de 2018

Presidente do São Bento admite interesse em Paulinho, atacante do São Paulo


Paulinho em treino no São Paulo (Foto: Renata Lutfi/Saopaulofc.net)
Após ceder o volante Pedro Augusto até o fim da Série B do Brasileiro, o São Paulo pode emprestar outro jogador ao São Bento: o atacante Paulinho, jovem promessa de 19 anos e que não vem sendo utilizado por Diego Aguirre.

O interesse foi revelado pelo presidente do São Bento, Márcio Rogério Dias, durante apresentação de Pedro Augusto. Segundo ele, apesar de uma negativa inicial, o jogador ainda está nos planos do time de Sorocaba e pode ter o negócio concretizado a qualquer momento.

– Conversei com o Raí sobre o Paulinho, que nos interessa e pode ser contratado, apesar de uma primeira negativa. Pode ser que aconteça, mas foi passado que o Aguirre quer observar mais ele, mas queremos o jogador e se liberarem iremos trazê-lo – disse o presidente do São Bento.
O plano do São Bento era ter o jogador logo após o término do Paulistão. A boa relação das diretorias, após a ida do lateral Régis para o São Paulo, facilitou a comunicação e o empréstimo de Pedro Augusto. Porém, Paulinho demonstrou resistência em deixar a equipe da capital nesse momento.

Relacionado em quatro partidas na reta final do Brasileirão do ano passado, Paulinho sequer jogou a Copa São Paulo para fazer a pré-temporada com o elenco profissional no início dessa temporada. Com contrato até 2020, o atacante é visto como uma das boas revelações de Cotia. Seu último jogo como relacionado foi no Paulistão, diante do São Caetano, em março. O atacante não joga desde 28 de fevereiro, contra o CRB, pela Copa do Brasil.

Só decisão: Diego Aguirre vai para sexto jogo seguido de mata-mata no São Paulo


Diego Aguirre teve jogos mata-mata em sequência no São Paulo (Foto: Marcelo Hazan)
Diego Aguirre assumiu o São Paulo no momento de maior decisão do primeiro semestre. O técnico dirigiu o time em cinco jogos, sendo todos eliminatórios.

O último foi a derrota por 2 a 1 para o Atlético-PR, na última quarta-feira, na Arena da Baixada, pelo jogo de ida da quarta fase da Copa do Brasil.

Agora Aguirre terá pela frente o sexto mata-mata seguido desde a estreia, no dia 17 de março, diante do São Caetano, pelas quartas de final do Paulistão (veja a lista completa de decisões abaixo).

O Rosario Central é o adversário da próxima quinta-feira (12), na Argentina, pelo jogo de ida da primeira fase da Copa Sul-Americana.

– É uma situação... estou acostumado a treinar em mata-mata. No dia seguinte ao que estava aqui já tinha um mata-mata. Talvez seja um pouco difícil, mas temos de enfrentar e estar preparados. Sinceramente, sinto que o São Paulo vai melhorar – disse Aguirre.

A experiência de um ano e meio à frente do San Lorenzo ajuda a comissão técnica de Aguirre, Juan Verzeri (auxiliar), Raul Enrique Carreras (auxiliar) e Fernando Piñatares (preparador físico) a planejar o duelo com o Rosario.

– Conhecemos bastante os times argentinos. Temos um conhecimento bastante real da situação de cada um. Não vou falar detalhes, mas é um jogo difícil, tanto como foi hoje (contra o Atlético-PR). É um estádio (Gigante Arroyito) com uma torcida forte. Temos de estar preparados para superar as dificuldades. É um time forte, mas nós também e queremos ter sucesso nessa competição – afirmou o técnico.


A programação tricolor para a semana aponta treinos nesta quinta-feira, sexta-feira, sábado e domingo no CT da Barra funda. O São Paulo viajará para a Argentina na próxima terça-feira. Nesta quinta, a delegação retorna de Curitiba para a capital paulista no início da tarde.

Depois do Rosario, o São Paulo estreia no Brasileirão contra o Paraná, no dia 16 de abril. Será o primeiro jogo de Aguirre sem caráter decisivo.

Logo na sequência o Tricolor recebe o Atlético-PR, no dia 19, no Morumbi, para decidir uma vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil.

O empate classifica o Furacão, e uma vitória por um gol de diferença leva a decisão para os pênaltis. O gol marcado fora de casa não é mais critério de desempate.

*Antes da estreia de Aguirre, André Jardine comandou o Tricolor contra RB Brasil (última rodada da primeira fase do Paulistão) e CRB (terceira fase da Copa do Brasil), sob os olhares do técnico. Nesse período, o uruguaio regularizava seu visto de trabalho para poder comandar a equipe no gramado.

Análise: para melhorar e ganhar, São Paulo de Aguirre precisa propor o jogo


Diego Aguirre observa o São Paulo contra o Atlético-PR (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)
Nos dois jogos contra o Corinthians, pela semifinal do Campeonato Paulista, Diego Aguirre optou por fazer o São Paulo jogar sem a bola: não recuado, mas bem postado atrás e pressionando na frente em busca do erro do adversário. Deu certo até os 47 minutos do segundo tempo do jogo de volta, lembra?

Depois de uma semana de treinos, o técnico uruguaio optou por começar do mesmo jeito o jogo de ida da quarta fase da Copa do Brasil, contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada. Na derrota por 2 a 1, na quarta-feira, não deu certo. Ou melhor, só não foi pior porque o São Paulo mudou no segundo tempo, e passou a jogar com a bola.

Primeiro tempo e um pouco mais
Na arena atleticana, onde continua sem vencer em 19 anos, o São Paulo foi a campo com dois trios: um no meio (Jucilei, Petros e Liziero) e outro no ataque (Marcos Guilherme, Tréllez e Nenê).

Com o volante recém-subido da base indo e voltando entre esses dois blocos, a ideia era deixar a bola com o adversário e tentar roubá-la no campo de ataque – Liziero tinha feito bem essa função contra o Corinthians. Cueva, peça mais criativa que voltou a ser opção após servir à seleção peruana, ficou no banco.

O problema: em vez de provocar o erro do Furacão, foi o Tricolor quem deu brecha. Aos 23 minutos, Rodrigo Caio perdeu uma disputa de bola para Pablo na intermediária defensiva, o que provocou o primeiro gol rubro-negro – o zagueiro, enquanto estava na seleção brasileira, vinha sendo substituído por Bruno Alves.

A bola chegou a ficar 60% da etapa inicial com o adversário. Isso não é necessariamente ruim, caso a equipe consiga encaixar contra-ataques e criar chances de gol, como aconteceu contra o Corinthians, no Morumbi. Desta vez, não funcionou.

Aguirre insistiu na formação e no jeito de jogar até os 13 minutos do segundo tempo, quando tirou Marcos Guilherme e Petros e colocou Régis e Cueva. Mas, antes que algo novo pudesse acontecer, o Atlético-PR fez 2 a 0 aos 15, com Paulo André em falha de Reinaldo.

A última meia hora do segundo tempo
Aos 18, a diferença no placar voltou a ficar mínima com o gol de Tréllez, após lançamento de Liziero e cruzamento de Reinaldo. Depois desses dois gols em sequência, o São Paulo pôde enfim mostrar o outro estilo de jogo proposto por Aguirre.

Com a bola nos pés, principalmente nos de Cueva, o Tricolor passou a avançar com suas próprias criações. Houve mais opções e mais chances, embora o gol de empate não tenha saído.

Aguirre também colocou em prática algo que tinha treinado na segunda-feira: a formação com três zagueiros, num 3-4-3 com Militão, Arboleda e Rodrigo Caio na defesa. Assim, volantes e laterais (o estreante Régis fez a lateral direita) puderam ajudar mais e melhor meias (ou meia, Cueva) e atacantes.

E o São Paulo quase chegou ao empate. O destaque positivo foi a doação total de Nenê. O negativo, o desempenho 100% negativo de Militão nos cruzamentos. Em todo caso, pela primeira vez na ainda curta era Aguirre, a equipe tricolor propôs o jogo.

E agora?
Na entrevista coletiva pós-jogo, Aguirre disse sentir que o São Paulo vai melhorar. Pareceu Dorival Júnior, que prometia isso durante os quase nove meses em que foi o técnico tricolor. Agora, com menos de um mês no cargo, o comandante uruguaio tem a missão de transformar esse desejo em realidade. Porque o time precisa ganhar!

Acontece que o próximo desafio do São Paulo será novamente fora de casa: dia 12, na Argentina, contra o Rosario Central. De novo um mata-mata, o primeiro pela Copa Sul-Americana. Qual Tricolor Aguirre colocará em campo após mais uma semana de treinos?

Em seguida, serão duas partidas no Morumbi: no dia 16, contra o Paraná, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro, e no dia 19, contra o Atlético-PR, para decidir quem passa para as oitavas de final da Copa do Brasil – vitória por um gol de diferença levará aos pênaltis. Então, o Tricolor terá que propor o jogo desde o início.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Gonzalo Carneiro faz exames pelo São Paulo; só falta assinar


Gonzalo Carneiro, atacante que deve trocar o Defensor do Uruguai pelo São Paulo (Foto: Divulgação / Defensor Sporting)
Gonzalo Carneiro desembarcou neste sábado no Brasil e foi submetido a exames médicos pelo São Paulo. O atacante uruguaio fez avaliações em um hospital da capital paulista e está mais próximo de virar reforço definitivo. Caso seja aprovado, assinará contrato de três anos. Restam pendências burocráticas.

A negociação foi fechada por aproximadamente 800 mil dólares (R$ 2,6 milhões) por 50% dos direitos econômicos. Esse é o montante que o São Paulo pagará ao Defensor, do Uruguai.

Carneiro está praticamente recuperado de uma pubalgia. As informações do São Paulo são de que o uruguaio precisará de no máximo três semanas para jogar, mas o prazo pode ser encurtado para alguns dias.

Se a contratação for concretizada, Carneiro será o oitavo do reforço do São Paulo para 2018. Jean, Diego Souza, Anderson Martins, Nenê, Tréllez, Valdívia e Régis foram os outros sete.

Leco e Natel racham no São Paulo; entenda a disputa entre presidente e vice


Presidente Leco e vice Roberto Natel em maio de 2017: hoje dupla está rachada no São Paulo (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)
O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e o vice-presidente Roberto Natel estão rachados no São Paulo. A relação entre os dois é meramente formal e protocolar. Embora exista respeito durante encontros, não há qualquer aproximação dos dois lados.

Os motivos apontados para o racha são variados. O Globo ouviu diferentes pessoas que indicam as razões para a relação estremecer. Alguns episódios de bastidores ajudam a explicar o fogo cruzado entre presidente e vice.

A chapa da situação, de Leco e Natel, venceu a da oposição, encabeçada por José Eduardo Mesquita Pimenta (hoje membro do Conselho de Administração), por 124 votos a 101, em abril de 2017. O mandato vale até 2020, e o atual presidente não poderá tentar a reeleição.

Ponto de vista de pessoas ligadas ao presidente
A principal acusação a Natel é de supostamente tentar desestabilizar a gestão desde o início. O vice é visto como um antagonista, cujas ações seriam motivadas por razões pessoais e que não contribuiriam em nenhum momento para o São Paulo. Em resumo, ele é apontado como uma pessoa que opera contra a atual diretoria, mas não pode ser destituído do cargo, já que foi eleito.

As recentes articulações políticas de Natel (veja mais abaixo) agitaram os bastidores. Não há confiança no vice para nomeá-lo representante do clube em eventos nos quais o presidente não possa ir, como por exemplo na CBF ou na Federação Paulista de Futebol, o que seria uma atribuição normal do cargo.

Nesse sentido, o histórico de desembarque da gestão em setembro 2016 é citado. Na ocasião, pouco depois da eliminação do São Paulo para o Juventude, na Copa do Brasil, Natel deixou o cargo de vice por querer se candidatar à presidência, mas depois desistiu e voltou a apoiar Leco. Há uma corrente que acredita que o vice tem a aspiração de tumultuar em busca do poder.

Ponto de vista de pessoas ligadas ao vice
Existe a crença de que Leco não teria absorvido completamente o fato de Natel ter deixado a gestão em 2016, quando o vice decidiu ser candidato à presidência e depois recuou. Os dois voltaram a se unir antes da eleição de 2017. Os votos trazidos por Natel contribuíram para a vitória da chapa.

A impressão, porém, é de que nunca houve espaço para aproximação a partir do início da gestão. O fato de o vice não ser escolhido para representar o clube em momentos de ausência do presidente também é citado. Natel não participa das decisões do dia a dia do Tricolor.

Há muitas discordâncias internas entre vice e presidente, mas Natel não pretende renunciar ao cargo. O dirigente entende que dar uma opinião contrária não quer dizer necessariamente ser de oposição. Houve choques anteriores entre Natel e Leco, como em indicações de diretores executivos e membros do Conselho de Administração.

Apesar deste panorama, Natel segue frequentando o dia a dia do clube. Ele vê alguns dos jogos no camarote de Leco, no Morumbi.

Neste sábado, por exemplo, o vice foi ao CT da Barra Funda e comunicou que vai acompanhar a delegação na viagem para Rosário, na Argentina, onde o Tricolor enfrentará o Rosario Central, no dia 12 de abril, pela primeira fase da Copa Sul-Americana. A atitude surpreendeu pessoas do Tricolor, diante do evidente afastamento do presidente.

Encontro com opositores

Dias antes de uma reunião de fevereiro do Conselho Deliberativo, Roberto Natel se encontrou com Douglas Schwartzmann e Dorival Decoussau, conselheiros opositores a Leco, em um bar próximo ao estádio do Morumbi.

Um dos assuntos da conversa foi a votação da nova comissão disciplinar, responsável por julgar os casos que envolvem os associados do clube. O vice-presidente Natel admite ter se encontrado com os conselheiros, mas aponta aproveitamento político em cima do fato.

– Usaram isso politicamente. A partir do momento em que vou a um local público estou sendo transparente. Quem me viu lá está usando isso com uma conotação política. Não faço nada escondido, faço pelo bem do São Paulo. O dia em que não puder fazer mais o bem vou embora. Sempre que houver uma reivindicação vou ouvir. Fico tranquilo, porque o tempo vai mostrar quem está com a razão – disse Natel.

– Foi para sentar e conversar em quem eu ia votar, quem achava que era justo. Desde o primeiro momento falei que eram pessoas que iriam olhar para os sócios. Independentemente de tudo, ali é o lado social. Entenda uma coisa: não vou assinar uma cartilha com coisas goela abaixo. Vou ver o que é melhor para o São Paulo. Isso é que foi conversado. Tanto que votei em pessoas diferentes. Votei em quem acredito – completou Natel.

No Conselho, foram eleitos cinco nomes: dois ligados à situação (Adolfo Machado e Rodrigo Martinez), dois da oposição (Mauricio Sá e David Fuchs) e um quinto elemento (Luis Braga).

Braga é considerado "neutro" pela situação, pois pertence a um grupo político da base aliada (Fidelidade Tricolor). Por outro lado, também é visto como de oposição pela própria oposição, pois um dos coordenadores do grupo, Carlos Henrique Sadi, rompeu com Leco.

Aguirre sinaliza escalação do São Paulo com mudanças para pegar o Atlético-PR


Diego Aguirre conversa com jogadores do São Paulo no trieno (Foto: Marcelo Hazan)
O técnico Diego Aguirre indicou no treino desta segunda-feira que fará mudanças no São Paulo para enfrentar o Atlético-PR, quarta-feira, às 21h45, na Arena da Baixada, pela quarta fase da Copa do Brasil.

Caso a equipe se confirme, Petros e Marcos Guilherme perdem as vagas. Rodrigo Caio e Cueva, convocados para as seleções brasileira e peruana, voltam.

Aguirre separou dez jogadores na atividade no CT da Barra Funda: Rodrigo Caio, Arboleda, Bruno Alves, Éder Militão, Jucilei, Liziero, Cueva, Reinaldo, Nenê e Tréllez.

Após o aquecimento, o treinador conversou com o grupo e logo em seguida realizou um trabalho tático. A imprensa só foi liberada para acompanhar a primeira parte da atividade. Apesar de não ter participado do papo, o goleiro Sidão deve completar a equipe.

Não está claro, porém, qual seria o esquema tático da equipe. Aguirre poderia optar pelo 3-4-3, 3-5-2 ou outra opção com linha de quatro na defesa.

Valdívia, em recuperação de um pequeno estiramento na coxa esquerda, treinou separado no campo com um dos fisioterapeutas do São Paulo. Mas ele não voltará contra o Furacão.

O recém-contratado lateral-direito Régis, por outro lado, treinou no campo e ficará à disposição pela primeira vez, já que não podia atuar no Paulistão após defender o São Bento. Hudson, com dores no adutor da coxa direita, treinou normalmente no campo, mas é dúvida.

Saiba mais sobre Gonzalo Carneiro, provável novo reforço do São Paulo


Gonzalo Carneiro, atacante que deve trocar o Defensor do Uruguai pelo São Paulo (Foto: Divulgação / Defensor Sporting)
Gonzalo Carneiro desembarcou neste sábado no Brasil e foi submetido a exames médicos pelo São Paulo. O atacante uruguaio fez avaliações em um hospital da capital paulista e está mais próximo de virar reforço definitivo. Caso seja aprovado, assinará contrato de três anos. Restam pendências burocráticas.

A negociação foi fechada por aproximadamente 800 mil dólares (R$ 2,6 milhões) por 50% dos direitos econômicos. Esse é o montante que o São Paulo pagará ao Defensor, do Uruguai.

Carneiro está praticamente recuperado de uma pubalgia. As informações do São Paulo são de que o uruguaio precisará de no máximo três semanas para jogar, mas o prazo pode ser encurtado para alguns dias.

Se a contratação for concretizada, Carneiro será o oitavo do reforço do São Paulo para 2018. Jean, Diego Souza, Anderson Martins, Nenê, Tréllez, Valdívia e Régis foram os outros sete.