sábado, 21 de setembro de 2013

São Paulo tenta acabar com indisciplina para dar sequência a time


Maicon São Paulo (Foto: Site Oficial / saopaulofc.net)
Com desfalques por suspensão em todas as partidas, Muricy Ramalho ainda não conseguiu repetir a escalação da equipe neste Brasileiro.
Nos três jogos em que comandou o São Paulo desde seu retorno, há dez dias, Muricy Ramalho ainda não conseguiu repetir a escalação. E também não conseguirá no próximo duelo, contra o Goiás, neste domingo. O treinador não poderá contar com Maicon, suspenso pelo acúmulo de três amarelos. O número de cartões, aliás, tem sido o principal impedimento para que o Tricolor consiga dar sequência a um time titular no Campeonato Brasileiro.
– Quando cheguei, nosso time era muito indisciplinado, então tem muita gente pendurada. Aos poucos, nós vamos limpando os cartões dos jogadores. Recuperamos os machucados, então, daqui a pouco, estaremos tranquilos em relação a isso (desfalques) – declarou o treinador.
Nem tão daqui a pouco assim. Para o duelo no Serra Dourada, o São Paulo conta com sete jogadores pendurados: Antônio Carlos, Douglas, Lucas Evangelista, Paulo Henrique Ganso, Paulo Miranda, Rodrigo Caio e Wellington. Qualquer um deles que receba novo cartão amarelo trará problemas para Muricy escalar a equipe que vai enfrentar o Grêmio na outra semana.
Mesmo com o departamento médico vazio – o volante Wellington e o lateral Douglas se recuperaram de problemas físicos recentemente –, o São Paulo ainda não conseguiu repetir a escalação com o novo técnico. Em sua estreia, contra a Ponte Preta, Osvaldo estava suspenso. Depois Denilson não pôde pegar o Vasco e, por fim, Rafael Toloi ficou fora diante do Atlético-MG. O desfalque da vez é Maicon, também por cartões, confirmando a fama da equipe do Morumbi.
Até a partida contra o Coritiba, a última antes da mudança de treinador, o Tricolor era o time mais indisciplinado ao lado da Portuguesa, com sete expulsões no total. Edson Silva, Denilson, Clemente Rodríguez, Luis Fabiano, Wellington, Antônio Carlos e Osvaldo são os são-paulinos que já receberam o vermelho neste Campeonato Brasileiro.
– O excesso de cartões é reflexo de time instável e inseguro. Quando os jogadores estão distantes entre as linhas do campo começam a chegar atrasados nas jogadas e cometem falta com o objetivo de parar a jogada – analisou Muricy.
Apesar de neste momento o São Paulo viver fase mais tranquila, longe da zona de rebaixamento, o time segue como o mais indisciplinado, agora com oito vermelhos somados. Isso porque, logo na estreia do novo treinador, diante da Ponte Preta, em 12 de setembro, o volante Denilson foi expulso já perto do fim do jogo. Em relação aos amarelos, o Tricolor é o décimo no ranking, com 49.

Muricy tem dúvida: Douglas ou Paulo Miranda na lateral. Veja relacionados


Paulo Miranda e Douglas (Foto: Divulgação/ Site Oficial do São Paulo)
Na partida contra o Goiás, São Paulo vai ter apenas o suspenso Maicon como desfalque. Técnico vai escalar Rafael Toloi e deslocar Rodrigo Caio.
Em busca da sua quarta vitória seguida, o São Paulo vai encarar o Goiás, neste domingo, às 16h (horário de Brasília), em Goiânia, com apenas um desfalque: o volante Maicon, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. No lugar dele, o técnico Muricy Ramalho vai escalar o zagueiro Rafael Toloi. Assim, Rodrigo Caio volta para a sua posição de origem e vai atuar como volante, ao lado de Denilson.
Neste sábado, Muricy comandou um treino fechado no CT da Barra Funda e não divulgou a escalação. Porém, existe apenas uma dúvida. Recuperado de uma contratura muscular na coxa esquerda, Douglas disputa com Paulo Miranda a posição de titular na lateral direita. Quem também foi liberado pelo departamento médico é o volante Wellington, que, por conta de um sangramento digestivo, ficou fora das últimas três partidas do Tricolor.
O provável São Paulo para encarar o Goiás tem: Rogério Ceni; Paulo Miranda (Douglas), Rafael Toloi, Antônio Carlos e Reinaldo; Denilson, Rodrigo Caio, Ganso e Jadson; Welliton e Luis Fabiano.
Confira os 22 jogadores relacionados:

Goleiros: Rogério Ceni e Denis
Laterais: Clemente Rodríguez, Douglas e Reinaldo
Zagueiros: Rafael Toloi, Antonio Carlos, Paulo Miranda e Edson Silva
Volantes: Wellington, Rodrigo Caio, Denilson e Fabrício
Meias: Paulo Henrique Ganso, Jadson e Lucas Evangelista
Atacantes: Luis Fabiano, Ademilson, Osvaldo, Aloísio, Silvinho e Welliton

Em treino fechado, Muricy conta com volta de Ganso e não revela time


Ganso Jadson São Paulo (Foto: Felipe Espindola / Divulgação São Paulo FC)
Treinador comanda atividade neste sábado no CT da Barra Funda com a presença do meia, que fez só fortalecimento muscular na véspera.
O meia Paulo Henrique Ganso, que ficou fazendo fortalecimento muscular na sexta-feira, treinou normalmente neste sábado e está confirmado na partida contra o Goiás, domingo, às 16h (horário de Brasília), em Goiânia. 
Em treinamento fechado no CT da Barra Funda, o técnico Muricy Ramalho trabalhou bastante a suas famosas jogadas de bola parada e, em seguida, comandou o tradicional rachão de vésperas de partidas.
Autor do gol da vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-MG, na quinta-feira, o atacante Welliton espera manter o embalo contra o Goiás, clube onde ele começou a jogar.
– Não podemos parar de crescer. Nosso time vive um bom momento, mas ainda precisamos somar muitos pontos. Uma vitória em Goiânia pode nos fazer repensar os objetivos – afirmou Welliton.
Muricy Ramalho não confirmou a equipe. Mas ele deve colocar em campo uma formação bem parecida com a que bateu o Galo. O único desfalque é o volante Maicon, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Ele deve dar lugar ao zagueiro Rafael Toloi. Assim, o time tem tudo para ser: Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Antônio Carlos e Reinaldo; Denilson, Rodrigo Caio, Ganso e Jadson; Welliton e Luis Fabiano.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Luis Fabiano comemora folga na tabela: 'Vitória para dar confiança'


Luis Fabiano São Paulo e Ponte Preta (Foto: Paulo Pinto / saopaulofc.net)
Com triunfo sobre o Atlético-MG, São Paulo fecha a quarta-feira na 13ª posição, com 27 pontos e três de vantagem para a zona de rebaixamento.
A vitória pode não representar a conquista de um título para o São Paulo, mas o triunfo contra o Atlético-MG, na noite desta quarta-feira contra o Atlético-MG, no Morumbi, foi muito comemorado pelos jogadores do Tricolor. Assim que o árbitro apitou o fim da partida, os atletas se reuniram no centro do gramado para agradecer o apoio da torcida, enquanto os reservas deram longo abraço no técnico Muricy Ramalho.
Com 27 pontos, o São Paulo deixou a zona de rebaixamento para trás e fechou a quarta-feira na 13ª posição, com três de vantagem para o Vasco, hoje na 17ª colocação e que abre a degola.
Na saída para os vestiários, o atacante Luis Fabiano comemorou o resultado positivo contra o Atlético-MG e disse que o placar, além de fazer a equipe subir na tabela de classificação, pode servir para dar mais confiança aos jogadores.
– Era importante uma vitoria assim contra adversário difícil. Fizemos uma boa partida com muita determinação, marcamos bem e conseguimos uma vitoria que nos vai dar uma confiança grande – avaliou o camisa 9, que ainda falou sobre o desejo de não retornar mais para o Z-4.
– Espero que não (voltar para a zona de rebaixamento) porque é sofrido demais – completou.
Na próxima rodada, o São Paulo volta a campo no domingo para enfrentar o Goiás. O jogo, que será disputado no Serra Dourada, em Goiânia (GO), às 16h (horário de Brasília), é válido pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.

'Ex-vagabundo', Muricy lamenta falta de tempo e contém euforia no Tricolor


Tata Muricy (Foto: Marcos Ribolli)

Treinador recorda com saudade das férias, diz que precisa se aproximar mais do elenco e evita falar em encostar na parte de cima da classificação.
Os quatro meses de férias desde a saída do Santos e o retorno ao São Paulo deixaram Muricy Ramalho mal acostumado. Depois de três vitórias seguidas e de tirar o Tricolor da zona do rebaixamento do Brasileirão, o treinador adoraria ter mais alguns dias livres para se aproximar do elenco e celebrar a reação. Mas, com a tabela apertada e o Goiás pela frente no domingo, no Serra Dourada, ele quer mesmo é conter qualquer sintoma de euforia.
- Se tivéssemos um fim de semana livre, poderíamos fazer um churrasquinho. Mas não tem nada, domingo vamos a Goiânia com a intenção de ganhar. É outro jogo duríssimo, com uma temperatura alta e um adversário acostumado a jogar em um campo grande. Não dá para comemorar. Vamos comemorar quando sairmos desse sufoco.
Com nove dias no clube, Muricy ainda tenta estreitar a relação com os jogadores. Do time que conquistou com ele o tricampeonato brasileiro entre 2006, 2007 e 2008, restaram apenas o goleiro Rogério Ceni e os volantes Wellington e Denílson.
- Quando você para em frente aos jogadores, percebe no olhar se eles têm confiança ou não no treinador. O que eles estão recebendo é uma palavra de um cara com uma certa experiência, que conhece o clube. Estou me aproximando pouco a pouco deles. Não pode ser muito também, porque cansa.
Os triunfos fizeram o São Paulo saltar da 18ª para a 13ª colocação, agora com 27 pontos. O Tricolor deixou a zona do rebaixamento, mas ainda segue ameaçado. São apenas três pontos acima do grupo dos quatro piores. Por outro lado, já diminuiu para oito a diferença até o G-4. Mas, sonhar com um posicionamento destacado, ainda está distante para o treinador.
- Nossa realidade é ali. Estávamos lá embaixo, ganhamos três e fomos para cima. Mas não podemos nos entusiasmar. A vitória nos dá confiança, mas sem nenhum tipo de empolgação.
Com 100% de aproveitamento, Muricy Ramalho ainda curte a fase “paz e amor” que construiu nas férias no sítio em Ibiúna, interior de São Paulo. Mesmo vencendo, é com saudade que ele lembra do período sem treinos, esquemas táticos, viagens, concentrações...
- Eu estava lá em Ibiúna comendo carne, tomando cerveja com a família. Nunca fiz isso, ser vagabundo. Foi ótimo, meu Deus (risos).

São Paulo renasce com Muricy e aumenta sombra na crise do Timão


Muricy Ramalho comemoração São Paulo contra Atlético-MG (Foto: Mauro Horita / Ag. Estado)
Com três vitórias seguidas, Tricolor salta da 18ª para 13ª colocação e fica a só três pontos do Corinthians, que não vence há cinco rodadas.
Em um passado não muito distante na atual edição do Campeonato Brasileiro, o Corinthians foi considerado por muitos um forte candidato ao título, enquanto o São Paulo estava praticamente entregue ao rebaixamento. O dinamismo dos pontos corridos, porém, reorganizou essas tendências neste início de segundo turno. Principalmente depois da derrota alvinegra por 2 a 0 para a Ponte Preta (veja os gols aqui) e do triunfo tricolor por 1 a 0 sobre o Atlético-MG, na noite da última quarta-feira.
Há cinco jogos sem vencer, o Timão caiu para a sétima colocação, com 30 pontos, e se distanciou da briga pelo título – o Cruzeiro lidera isoladamente, com 49. Pior: ficou longe também da disputa por vaga na Libertadores. São cinco pontos para o quarto colocado Atlético-PR, que ainda encara o Flamengo nesta quinta-feira.
Principal rival do Corinthians nos últimos anos, o São Paulo chegou a amargar a penúltima colocação na tabela. Trocou Ney Franco por Paulo Autuori. Não deu certo. Contratou, então, Muricy Ramalho. Deu certo. Com três vitórias em três jogos, o treinador ajudou a alavancar o Tricolor da 18º para o 13º lugar.É verdade que ainda há uma distância de seis posições entre os rivais do Parque São Jorge e do Morumbi, mas em número de pontos essa diferença se reduz a três. O Timão tem 30 pontos, conquistados com sete vitórias e nove empates, e o Tricolor somou 27, com os mesmos sete triunfos e seis igualdades.
Na reta final do primeiro turno, encerrado há três rodadas, era difícil imaginar uma aproximação dessas entre as duas equipes paulistas. Afinal, o Corinthians terminou a primeira parte do Brasileirão na quinta posição, colado no G-4. E o São Paulo, em 18º lugar, agonizava na zona do rebaixamento.
– Eu tenho respeito e um trabalho a executar. Se eu pensar em todas as situações que envolvem isso (crise), eu não consigo nem imaginar o que é melhor para o Corinthians. Meu trabalho é tentar achar um ponto de equilíbrio, uma escalação... Esse é meu foco – disse Tite, após a derrota para a Ponte Preta.
Muito embora veja o rival seis posições à frente na tabela de classificação, o ambiente no São Paulo está muito mais animado do que no Corinthians. As três vitórias seguidas, contra Ponte Preta, Vasco e Atlético-MG, mudaram os ares no Morumbi e deram esperança de objetivos mais empolgantes aos tricolores.
Por outro lado, os cinco jogos sem vitória do Timão (derrotas para Inter, Botafogo, Goiás e Ponte Preta e empate com o Náutico) instalaram de vez o clima de desconfiança no Parque São Jorge. A torcida cobra raça, Tite não consegue mais implantar sua filosofia e os jogadores não correspondem à altura do investimento.
– Não temos nada a ver com o Corinthians. É um time fortíssimo, que ganhou tudo. Temos de fazer a nossa parte aqui. O São Paulo ainda não jogou o que pode jogar. Então, não podemos olhar para o rival. O Corinthians tem de resolver os problemas dele – avaliou Muricy Ramalho, com 100% de aproveitamento no Tricolor.
Tanto o Corinthians quanto o São Paulo têm desafios complicados na próxima rodada. Mas com essa inversão de vento na vida dos rivais, certamente o Tricolor chega mais confiante para o duelo com o Goiás, fora de casa, do que o Timão para o desafio contra o líder Cruzeiro, no Pacaembu. Os dois jogos serão domingo, 16h.

Rogério Ceni evita falar sobre aposentadoria: 'Decisão está tomada'


Rogério Ceni (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)
Goleiro de 40 anos tem contrato com o São Paulo até dezembro e deve pendurar as luvas: 'Nenhum resultado mudará meu destino'.
Bastou o São Paulo iniciar sua recuperação no Campeonato Brasileiro para começar a campanha pedindo a permanência do goleiro Rogério Ceni no clube na próxima temporada. Com contrato válido até dezembro de 2013, o ídolo da torcida tricolor deve colocar um ponto final em sua carreira profissional no fim do ano.
Abordado pelos jornalistas sobre se a sequência positiva são-paulina nas últimas rodadas do Brasileirão – foram vitórias contra Ponte Preta, Vasco da Gama e Atlético-MG – poderia mudar seu destino no clube, o capitão fez mistério.
– Não é o resultado que vai mudar meu destino. Não tem resultado nenhum que mudará meu destino. Falo em dezembro. Não preciso parar hoje. A decisão é minha e está tomada – falou Ceni, ainda o gramado do Morumbi, logo após a vitória sobre o Galo (veja no vídeo acima).
Considerado um dos maiores ídolos da história do São Paulo, Rogério Ceni foi nome importante nas conquistas da Libertadores e do Mundial de Clubes, em 2005, e no tricampeonato brasileiro nos anos de 2006, 2007 e 2008. No clube desde 1990, o goleiro atingiu marca importante na última quarta-feira, contra o Atlético-MG, ao fazer o jogo de número 1.100 com a camisa tricolor.
– Sinal de que estou ficando velho (risos). Hoje, com as competições oficiais e com o número de jogos por ano que você tem de atuar em alto nível, é difícil até para um goleiro se manter em forma. Fico feliz por alcançar um número de jogos que só se alcançava na década de 1960 e 1970 pelo tempo que um atleta ficava no clube. Mas fico mais feliz pela vitória (contra o Atlético-MG). O 1.099 foi importante e o 1.101 também será muito importante – disse o jogador, que pode superar os recordes de Roberto Dinamite e Pelé.
Com Rogério Ceni, o São Paulo volta a campo no próximo domingo. Em Goiânia, o time do técnico Muricy Ramalho encara o Goiás, no estádio Serra Dourada, às 16h (horário de Brasília), em partida válida pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.