terça-feira, 8 de setembro de 2015

Duelo com Ricardo Oliveira é a prova de fogo para defesa do São Paulo


Montagem Bruno, Lyanco, Edson Silva e Reinaldo, do São Paulo (Foto: Montagem sobre foto do saopaulofc.net)
Um dos fatores que fizeram o São Paulo voltar a crescer na temporada e a recuperar uma vaga no G-4 do Campeonato Brasileiro foi o desempenho do sistema defensivo que, na vitória sobre o Internacional, no último sábado, completou sua quarta partida sem ser vazado. A fase é boa, mas chegou a hora do maior desafio: enfrentar Ricardo Oliveira, o artilheiro do Campeonato Brasileiro, no clássico de quarta-feira na Vila Belmiro, contra o Santos. O camisa 9 do adversário já marcou 28 vezes na temporada, dos quais 15 vezes na competição nacional.
O desempenho da defesa são-paulina chama a atenção principalmente porque o técnico Juan Carlos Osorio perdeu muitos jogadores não só na zaga, mas como também no setor de proteção do meio-campo. Quatro atletas deixaram o clube: Rafael Toloi, Paulo Miranda e Souza foram negociados, enquanto Doria não teve seu empréstimo renovado.
Nos últimos jogos, a situação piorou ainda mais com as lesões sofridas por Lucão e Luiz Eduardo. O primeiro se machucou contra o Flamengo após levar uma pancada de Guerrero, enquanto o segundo sentiu um incômodo no joelho esquerdo após a partida contra a Ponte Preta. Para fechar a lista de problemas no setor, Rodrigo Caio foi convocado para a seleção brasileira olímpica, foi desfalque contra Joinville e Inter e não enfrentará o Santos.
Sem alternativas, o treinador colombiano apostou em Lyanco e Edson Silva, que se juntaram aos laterais Bruno e Reinaldo. O primeiro, revelado na base de Cotia, havia disputado apenas 20 minutos de um jogo contra o Atlético-PR e foi para a fogueira. O que se viu nas quatro últimas partidas foi um time bem organizado, marcando bem e uma defesa que, quando colocava à prova, deu conta do recado. No gol, Renan Ribeiro tem substituído bem Rogério Ceni, também se recuperando de lesão muscular.
Em sua última entrevista coletiva, na noite de sábado passado, Juan Carlos Osorio previu um grande jogo contra Ricardo Oliveira e seus companheiros, que são considerados pelo treinador colombiano como o melhor ataque do futebol brasileiro.
– Creio que o Santos é o melhor time do Brasil jogando no ataque. Existem outros times como Grêmio, Corinthians, Palmeiras, mas jogam diferente. Santos joga como nós, atacando, e creio que vá sem um grande jogo – ressaltou,.
Para o lateral-direito Bruno, o São Paulo tem boas chances de vencer na quarta. 
– Ele (Ricardo Oliveira) tem muita qualidade, precisamos ter atenção o tempo todo. O sistema ofensivo do Santos é muito rápido e temos de encaixar um jeito de marcá-los. Mas, se repetirmos o bom papel dos últimos jogos, temos uma boa chance de sair com a vitória – disse o defensor.

Recuperado, quarteto do São Paulo inicia transição do Reffis para o campo


Breno, Carlinhos, Luiz Eduardo e Lucão São Paulo (Foto: Marcelo Prado)
Aos poucos, os problemas do técnico Juan Carlos Osorio para escalar o São Paulo vão diminuindo. Contra o Internacional, sábado passado, foram 11 desfalques. Para quarta, diante do Santos, três têm volta garantida (Alexandre Pato, Thiago Mendes e Wesley, que cumpriram suspensão). Outros quatro atletas iniciaram nesta segunda-feira o trabalho de transição do departamento médico para o gramado e logo estarão à disposição: Breno, Carlinhos, Luiz Eduardo e Lucão.
Os quatro foram a campo na manhã desta segunda-feira e trabalharam sob comando do fisioterapeuta Ricardo Sassaki. O próximo passo será com o preparador Zé Mário Campeiz. Só depois disso é que eles voltarão a treinar com Juan Carlos Osorio. 
Luiz Eduardo reclamou de dores no joelho esquerdo após a vitória sobre a Ponte Preta. Carlinhos recuperou-se de uma tendinite na coxa direita. Breno havia sofrido um estiramento muscular na coxa esquerda na partida contra o Goiás, no dia 15 de agosto, enquanto Lucão reclamava de dores no tornozelo direito, fruto de uma pancada que recebeu do atacante Guerrero, do Flamengo, no dia 23 de agosto. 
Com os retornos, Osorio terá mais opções até para montar o banco de reservas. Na partida contra o Internacional, o treinador teve dificuldade para montar a lista de relacionados e foi obrigado a recorrer a mais uma prata da casa, o volante Jeferson, de 18 anos.

Recuperado, Fabuloso volta a treinar; Rogério Ceni segue tratamento


Luis Fabiano São Paulo (Foto: Marcelo Prado)
A manhã desta segunda-feira foi de boas notícias no São Paulo que, após a vitória por 2 a 0 sobre o Internacional, no último sábado, no Morumbi, voltou ao G-4 do Campeonato Brasileiro. Recuperado de lesão no joelho direito, Luis Fabiano treinou normalmente com os companheiros sob comando do técnico Juan Carlos Osorio. Já Rogério Ceni participou da primeira parte do trabalho com os outros goleiros e depois voltou ao Reffis para seguir o tratamento da lesão na coxa direita, sofrida na partida contra o Figueirense, no dia 12 de agosto.
O atacante havia torcido o joelho direito no jogo contra o Ceará, dia 20 de agosto. O atleta avisou que gostaria de voltar ao time no clássico desta quarta-feira, contra o Santos, na Vila Belmiro, mas o técnico Juan Carlos Osorio é mais cauteloso e quer dar pelo menos uma semana para que o camisa 9 recupere sua melhor forma. A definição ocorrerá após o treino desta terça-feira.
Já Rogério Ceni tem reduzidas chances de atuar na Baixada Santista. No último sábado, após ser homenageado por seus 25 anos de clube, o capitão disse que tem esperança de estar em campo na partida do próximo domingo, contra o Grêmio, em Porto Alegre.  O médico José Sanchez, em rápida conversa com os jornalistas, disse que a volta vai depender do atleta.
Para a próxima partida, Osorio tem três retornos garantidos ao time: Alexandre Pato, Wesley e Thiago Mendes, que cumpriram suspensão no final de semana.

domingo, 6 de setembro de 2015

Osorio celebra vitória após desfalques: "Nosso time mostrou força coletiva"


São Paulo x Internacional Juan Carlos Osorio (Foto: Marcos Ribolli)
Jogar com 11 desfalques é difícil para qualquer time, ainda mais para um que, aos poucos, vem encontrando sua melhor maneira de jogar. O São Paulo venceu o Internacional por 2 a 0 neste sábado, no Morumbi, com imposição física e técnica desde o início. O técnico Juan Carlos Osorio elogiou a estratégia adotada para superar as ausências.
A principal mudança foi no ataque, com Wilder, Centurión e o estreante Rogério se movimentando muito e pressionando a defesa do Inter. Deu certo.
– É minha responsabilidade buscar soluções. Hoje estávamos em condições extremas, 15 desfalques são demais para qualquer time. Controlamos muito bem o jogo. Coletivamente, a estratégia deu resultado. Tivemos atuações individuais de alto nível. É difícil ser justo com todos, mas os três atacantes, Wilder, Rogério e Ricardo (Centurión) jogaram muito bem hoje – afirmou Osorio, em entrevista coletiva.
Pouco depois, o técnico elogiou o time como um todo. O São Paulo teve 15 finalizações contra apenas cinco do Inter e mostrou volume de jogo superior durante os 90 minutos.
– Creio que hoje nosso time mostrou força coletiva, espírito de competir nos jogos, jogar para ganhar, sem temor de nada. Por isso, contra um grande rival, com muito bons jogadores como D’Alessandro, López e Valdivia, ganhamos justamente – comemorou Osorio.
A vitória levou o São Paulo ao G-4. Com 38 pontos, o time foi beneficiado pelo empate sem gols do Atlético-PR contra o Joinville. O próximo adversário é o Santos, quarta-feira, às 22h (horário de Brasília), na Vila Belmiro.

Rogério comemora estreia pelo São Paulo: "Fiz o que melhor sei fazer"


São Paulo x Internacional Rogério (Foto: Marcos Ribolli)
Destaque da vitória sobre o Internacional por 2 a 0 na noite deste sábado, no Morumbi, pela 23ª rodada do Brasileirão, o atacante Rogério teve de driblar a timidez para encarar os jornalistas após a partida. Cercado, ele comentou sua bela atuação.
– A sensação é muito boa, entrei e pude ajudar a equipe. Fiz o que melhor sei fazer, que é ir para cima do adversário. É sempre bom jogar e marcar gols, mas ter tanta gente de qualidade também ajudou bastante – afirmou o atacante são-paulino, vindo do Vitória, que não gosta de ser chamado pelo apelido Neymar do Nordeste
Rogério, de 24 anos, dedicou o gol e a vitória ao xará Rogério Ceni, desfalque tricolor, mas que foi homenageado antes da partida pelos 25 anos de São Paulo, que serão completados na próxima segunda-feira.
– Não poderíamos ter saído de campo sem uma vitória para ele. Os três pontos são para o Rogério Ceni – ressaltou o jogador, que foi apresentado na sexta-feira e já foi titular um dia depois.
O atacante também se colocou à disposição do técnico Juan Carlos Osorio para a partida da próxima quarta-feira, contra o Santos.
– Vou treinar forte e, se o treinar precisar, estou pronto para ajudar. O importante é que o São Paulo está crescendo e ainda vamos brigar por uma vaga no G-4 e na parte de cima da tabela.
Com a vitória do São Paulo e o empate do Atlético-PR (0 a 0 com o Joinville em Curitiba), a equipe paulista está entre os quatro primeiros do Brasileirão, que se classificam para a Libertadores do ano que vem.

Osorio, Ganso e Rogério superam os desfalques no São Paulo; veja análise

Sem Pato, Osorio faz o São Paulo vencer com atacantes abertos e Ganso perto do gol (Foto: GloboEsporte.com)

Conhecimento, inteligência e criatividade. Características fundamentais para um time vencer dentro de campo. Ainda mais quando se tem 11 desfalques como o São Paulo de Juan Carlos Osorio. Graças a ele, a Paulo Henrique Ganso e a Rogério, o estreante da noite, o Tricolor conseguiu uma tranquila vitória por 2 a 0 sobre o Internacional, neste sábado, no Morumbi.
A inteligência de Ganso e a criatividade de Rogério foram vitais na vitória. Por isso, o São Paulo está cada vez mais vivo na briga por uma vaga na Libertadores – entrou no G-4 com o empate sem gols do Atlético-PR com o Joinville. Mesmo com desfalques, Osorio faz esse time jogar com cada vez mais consistência.
O Tricolor chegou aos 38 pontos na tabela e volta a campo na próxima quarta-feira, contra o Santos, na Vila Belmiro.
O estudo de Osorio foi colocado à prova com ausências do quilate de Alexandre Pato. Ele abriu o ataque são-paulino com Rogério pela esquerda, na posição de Pato, Wilder pela direita e Centurión mais centralizado – os dois últimos trocaram de lugar a todo momento e confundiram a zaga do Inter.
A constante movimentação fez o São Paulo criar chances e levar perigo ao Inter durante quase todo o jogo. Rogério, principalmente, sentiu-se muito confortável na função de Pato. Wilder cresceu com a aproximação de Ganso, que jogou perto do trio ofensivo. E o Tricolor chegou a 15 finalizações, contra apenas cinco do Inter.
O São Paulo ganhou o jogo no segundo tempo, quando contou também com a inteligência de Ganso. Em vez de ser desarmado, desarmou. Jogou atrás dos volantes do Inter, num espaço pouco habitado, e pôde avançar sozinho por 20 metros, encontrar Wilder livre e ver o colombiano cruzar na cabeça de Rogério. De peixinho, ele abriu o placar. O camisa 10 teve atuação acima da média e mostrou que, com interesse e a ajuda de Osorio, pode reencontrar a regularidade.

Conheça Rogério, neto de índios, pai e andarilho da bola: "Neymar, não!"


Rogério São Paulo Instagram (Foto: Reprodução/Instagram)
Uma estreia para guardar com carinho. Rogério foi apresentado na sexta-feira, vestiu a camisa 17 do São Paulo pela primeira vez no sábado, marcou um gol e foi um dos destaques da vitória sobre o Internacional por 2 a 0 no Morumbi. É o início de uma nova etapa do atacante que, apesar de ter apenas 24 anos, já rodou bastante no mundo do futebol.
O atacante é natural da cidade de Pesqueira, que fica a 215 quilômetros de Recife. Os avós são índios da tribo xucurus, e Rogério teve contato com a cultura indígena até os seis anos. Morava com os pais na comunidade de Roçadinho, na periferia da cidade pernambucana, onde dividia seu tempo entre os estudos e a bola de futebol.
Isso chegou a causar brigas entre os pais do atleta, José Manuel e Cícera. O primeiro queria que o filho ajudasse na roça, enquanto a segunda gastava o pouco dinheiro para manter o sonho do filho. De onde moravam até o estádio municipal da cidade, a distância era de nove quilômetros, trajeto que Rogério fazia de bicicleta. Até que, aos 14 anos, deixou a família para fazer teste e ser aprovado no Porto de Caruaru, onde se tornou um jogador profissional.
– Com 14 anos, saí de casa e fui aprovado no Porto. Sou um cara humilde, que procura trabalhar para a equipe. Apesar da pouca idade, rodei bastante no futebol e agora é uma alegria muito grande vestir a camisa do São Paulo – afirmou Rogério, que, apesar deste discurso comedido, foi mais incisivo logo após a vitória que recolocou o São Paulo no G-4 do Brasileirão.
– Fiz o que melhor sei fazer, que é ir para cima do adversário.
Em 2010, atuou no Central de Caruaru e, no ano seguinte, foi para o Náutico, onde começou a crescer de rendimento. Em 2011, começou a namorar Aline, uma garota que morava em Pesqueira.  A união não foi aprovada pelos pai, José Romildo, que tinha medo de que a menina pudesse se aproveitar da ingenuidade de seu filho. Os dois brigaram e, dentro de campo, o desempenho do jogador caiu bastante. Foi então que o técnico Valdemar Lemos (irmão de Oswaldo de Oliveira, atual treinador do Flamengo) entrou em ação para resolver a incômoda situação.
Valdemar foi até Recife, onde os pais do atacante moravam, para discutir o assunto. A trégua foi acertada. O namoro com Aline virou casamento, e eles tiveram um filho, David Juan, que está com três anos.
Em 2012, sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo. Em partida contra o América-MG, rompeu o ligamento cruzado e ficou sete meses longe dos gramados. Quando se recuperou, já em 2013, foi emprestado e ficou um ano jogando no Al Dhafra, dos Emirados Árabes. Voltou um ano depois para jogar no Botafogo. No Rio, o sonho de atuar num grande do futebol brasileiro se transformou em pesadelo. Com atraso de salários, acabou não se destacando e retornou ao Náutico.
No início de 2015, um novo clube apareceu no destino de Rogério: o Vitória. E ele se destacou na Bahia. No Campeonato Brasileiro da Série B, havia marcado dez gols e era um dos principais artilheiros da competição. Com isso, chamou a atenção do São Paulo, que desembolsou R$ 1,2 milhão para contratá-lo em definitivo. Seu vínculo com a equipe do Morumbi vai até setembro de 2018.
Feliz com o desempenho na partida deste sábado, Rogério sabe que sua caminhada no São Paulo está apenas começando.
 – Com os pés no chão, tenho de continuar trabalhando forte, como estou fazendo desde o dia da minha chegada. A estreia foi boa, pudemos sair com o resultado positivo, mas ainda tenho muito que melhorar. Creio que poderia ter finalizado melhor – ressaltou.
Os elogios não incomodam, mas uma coisa Rogério não gosta: ser chamado de Neymar do Nordeste, apelido que ganhou quando vestia a camisa do Náutico por ter estilo de jogo parecido com o jogador do Barcelona.
– Neymar, não! Neymar só tem um. Gosto muito dele, acho um jogador fantástico. Eu sou o Rogério, estou aqui no São Paulo buscando meu espaço – disse.
Na quarta-feira tem clássico entre São Paulo e Santos. E Rogério diz estar pronto.
– Se o professor (o técnico Osorio) precisar, estou à disposição.