sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Grana à vista: venda de trio renderá R$ 22 milhões ao São Paulo em 2017


MONTAGEM - Paulo Henrique Ganso, Alan Kardec e Ademilson são Paulo (Foto: Editoria de Arte)
A diretoria do São Paulo começa nesta mês a se reunir para definir o orçamento do clube em 2017. Além do dinheiro dos patrocinadores, dos direitos de TV e das cotas por participações em torneios, o Tricolor ganhará um reforço no caixa de R$ 22,2 milhões, referentes à venda de três jogadores que foram realizadas neste ano: Paulo Henrique Ganso, Ademilson e Alan Kardec.
Do ex-camisa 10, será depositada na conta do São Paulo a quantia de € 2,5 milhões (R$ 8,5 milhões) no mês de junho de 2017. Deste valor, o clube do Morumbi repassará a metade (R$ 4,25 milhões) ao grupo DIS que também tinha uma porcentagem do atual jogador do Sevilla. Em janeiro de 2018, haverá novo crédito, de R$ 8,5 milhões e, mais uma vez, o parceiro receberá metade do valor. 
Em relação a Alan Kardec, o clube, também em junho de 2017, receberá a segunda parcela da negociação com o Chongqing Lifan, no valor de € 2,5 milhões (R$ 8,5 milhões). O atacante foi negociado logo após a disputa da Libertadores, quando todos pensavam que ele assumiria a vaga de titular do ataque tricolor, já que o argentino Calleri havia ido embora. Nessa negociação, não há repasse para ninguém. Vale lembrar que o Tricolor ainda tem 30% dos direitos econômicos do jogador que tem mais dois anos de contrato com o time chinês.
Em relação a Ademilson, que foi negociado com o Gamba Osaka, do Japão, o crédito será feito em janeiro de 2017: o São Paulo receberá R$ 9,5 milhões à vista. O pagamento não foi feito agora porque o clube do Morumbi já havia recebido pelo empréstimo do atleta, que termina em 1º de janeiro do ano que vem. 
Esse dinheiro extra ajudará o clube não só na contratação de reforços para a próxima temporada, como também na administração do fluxo de caixa. Para o início do ano, o São Paulo trabalha com a possibilidade de perder Rodrigo Caio, que hoje é o jogador mais valorizado do elenco. A estimativa é que seja possível arrecadar pelo menos € 13 milhões (R$ 44,3 milhões), dos quais 80% ficariam para o clube do Morumbi. O zagueiro tem os 20% restantes.

Veja as informações do São Paulo para a partida contra o América-MG:

Data e horário: segunda-feira, às 20h (de Brasília)
Local: estádio Independência, em Belo Horizonte
Escalação provável: Denis; Wesley (Buffarini), Maicon, Rodrigo Caio e Mena; Thiago Mendes, João Schmidt, Kelvin, Cueva e David Neres; Pedro (Chavez)
Desfalques: Bruno, Carlinhos, Hudson, Breno, Ytalo e Lucas Fernandes (machucados)
Pendurados: Chavez, Carlinhos, Hudson, Kelvin, Lyanco, Michel Bastos e Mena
Arbitragem: João Batista de Arruda (RJ), auxiliado por Michael Correia e João Luiz Coelho de Albuquerque (RJ)

São Paulo se interessa por Wellington Nem, mas acordo não é simples


 Wellington Nem Shakhtar Donetsk (Foto: Divulgação / Shakhtar)
O São Paulo tem interesse em Wellington Nem, do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. O nome do meia-atacante agrada, mas a situação para um acordo não é simples. O Tricolor fez as primeiras consultas de olho no jogador canhoto de 24 anos. Revelado no Fluminense, ele tem contrato até junho de 2018. Negociações com os ucranianos costumam ser lentas e complexas, segundo pessoas que trataram acordos com o Shakhtar.
Justamente por isso, o próprio Wellington Nem prefere não criar expectativa por uma eventual transferência. Ele sabe do desejo do São Paulo, mas está calejado com o constante interesse de clubes brasileiros em seu nome durante as janelas de transferências. Em janeiro, por exemplo, ele esteve perto de retornar ao Fluminense, mas não houve acerto entre os clubes por um modelo de troca de jogadores.
No São Paulo, Wellington Nem poderia ser um substituto para Kelvin, cuja permanência após o término do empréstimo com o Porto é difícil – clube e jogador querem a continuidade, mas os portugueses dificilmente renovarão o empréstimo. O atleta habilidoso também poderia atuar como ponta aberto pelos lados do campo no esquema do técnico Ricardo Gomes.
A possibilidade de acertar um empréstimo por Wellington Nem com os ucranianos é complicada. Por isso, a direção do São Paulo estuda uma forma de viabilizar a compra dos direitos econômicos. 
– Bom jogador. Interessa a qualquer time brasileiro. Ninguém prescinde de bons valores, caras que sabem fazer boas jogadas. Se houver chance, sem dúvida. Não (há negociação em andamento). O mercado é especulativo. Pipocam nomes. Por exemplo, enfiaram o Cássio (goleiro do Corinthians) aqui. Imagina... Não pelo Cássio, mas é que não precisamos. Temos o Denis jogando bem – disse o diretor-executivo Marco Aurélio Cunha.

Crise política, fôlego no cofre e futebol bipolar: um ano do São Paulo de Leco


Camisa São Paulo Patrocinador Prevent Senior (Foto: Marcelo Hazan)

Carlos Augusto de Barros e Silva completa nesta quinta-feira um ano na presidência do São Paulo. Nesse período, muitas mudanças fora das quatro linhas e uma "gangorra" no futebol, carro-chefe de sua administração. Em busca da estabilidade dos cofres, Leco sofreu com forte instabilidade política, agravada pelo desempenho em campo.
Ainda longe do ideal, o clube tem conseguido dar sinais de recuperação financeira. Mas segue com problemas herdados da gestão de Carlos Miguel Aidar, que renunciou após escândalos na gestão.
O mau momento dentro de campo atrapalha. São quatro anos sem conquistar títulos. E a campanha marcante até a semifinal da Libertadores deste ano caiu no esquecimento com a luta contra o Z-4.

Busca da credibilidade

Leco prometeu recuperar a credibilidade do São Paulo no mercado, algo que havia dado lugar à desconfiança na antiga gestão. Os números apontam para um avanço nesse sentido. No início do mandato do atual presidente, o clube tinha apenas dois patrocinadores para as mídias digitais (Gatorade e Copa Airlines), que juntos pagavam R$ 7 milhões. Hoje, seis empresas estampam suas marcas na camisa tricolor: Joli, FIAP, Prevent Senior, Rock And Ribs, TIM e Corr Plastik. Em entrevista , o dirigente disse que os acordos renderam R$ 35 milhões.
Saúde financeira
Os atrasos salariais e de direitos de imagem foram frequentes em 2015. E entraram em cena também em 2016, mesmo depois do desmanche (oito jogadores foram negociados). Houve até pacto de silêncio motivado pelo não pagamento em dia. A situação está estabilizada nesse sentido. Mas Leco afirma ter melhorador também em outros aspectos.
– A dívida tributária foi resolvida através do Profut e da Timemania, nosso débito em dezembro de 2015 era de R$ 170 milhões. Em agosto de 2016, baixamos para R$ 116 milhões, uma redução de 32%. A dívida bancária, no momento em que assumimos, era de R$ 92 milhões. Em agosto, foi baixada para R$ 42 milhões, uma redução de 47% – declarou o dirigente.

Instabilidade política.

Ao assumir a presidência do Tricolor, Leco manteve Ataíde Gil Guerreiro, pivô da polêmica que iniciou o processo de saída de Carlos Miguel Aidar, na diretoria. Sem resultados dentro de campo e com forte rejeição da torcida, Ataíde deu lugar a Luiz Antônio Cunha. Ele era da base e passou a comandar o futebol ao lado de Gustavo Vieira de Oliveira.
Cunha logo caiu nas graças do elenco. Mas sua trajetória foi relâmpago. Quatro meses apenas. Depois de desentendimento com Gustavo, por conta da contratação do peruano Cueva, Cunha pediu a cabeça do diretor executivo a Leco. O presidente não concordou. E ele se demitiu.
Em setembro, foi a vez de Gustavo deixar o comando do futebol. Como o time não engrenava em campo, ele passou a ser muito criticado pela torcida. No dia da invasão ao CT da Barra Funda, foi ameaçado de agressão. Leco preferiu fazer a mudança, colocando Marco Aurélio Cunha no seu lugar. O acordo inicial é para que ele fique até dezembro, mas existe a possibilidade de o dirigente continuar no clube depois.

Troca de treinador

Quando tomou posse, em outubro de 2015, Leco tinha Milton Cruz no comando do time. Com o ex-auxiliar, o Tricolor conquistou vaga na Libertadores de 2016. A necessidade de um treinador mais experiente fez com que a diretoria contratasse o argentino Edgardo Bauza. Demorou, mas ele fez o time engrenar e levou o São Paulo até a semifinal do torneio.
O bom trabalhou chamou a atenção da seleção argentina, que o levou no meio do ano. Leco, então, contrato Ricardo Gomes, à época no Botafogo. Veio então a luta contra o rebaixamento. Há mais fôlego agora, depois de duas vitórias seguidas, contra Fluminense e Ponte Preta. Com 42 pontos, o Tricolor está a sete do Z-4. Restam seis rodadas em disputa.
Com cinco vitórias, quatro empates e cinco derrotas em 14 partidas, Ricardo Gomes convive com a sombra de Rogério Ceni. O ex-goleiro e maior ídolo da história do São Paulo tem feito cursos para ser treinador, e o presidente já deixou claro que gostaria de tê-lo em algum momento no comando da equipe. Ao mesmo tempo, tenta dar prestígio a Gomes, que tem contrato aberto.

Ricardo Gomes desmente versão do São Paulo sobre Michel: "Foi falta"

Michel Bastos São Paulo (Foto: Marcos Bezerra/Futura Press)


Ricardo Gomes desmentiu nesta sexta-feira a versão dada pela diretoria do São Paulo para explicar a ausência do meia Michel Bastos no treino de quinta-feira. De acordo com o técnico do Tricolor, o meia não foi ao CT da Barra Funda, porque perdeu a hora. A diretoria alegou um problema familiar. A ida de Michel a um evento de pôquer, na noite de quarta-feira, ajudou a aumentar a polêmica sobre sua ausência.
– O evento do pôquer, eu soube que ele saiu muito cedo. Não foi isso que o impediu de vir para o treino. Ele errou o horário do treino, foi falta mesmo. Desde que cheguei, estou tentando recuperar (Michel). Não só é a parte física, a parte técnica. É o psicológico dele – disse Ricardo, em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira.
A assessoria de imprensa do São Paulo informou que o diretor de futebol Marco Aurélio Cunha foi avisado por Michel Bastos de sua ausência na manhã de quinta-feira. Mesmo assim, Ricardo Gomes considera falta do atleta. O técnico, na verdade, já desistiu de recuperar Michel.
Como já vinha ocorrendo antes da celeuma, Michel Bastos não será relacionado mais uma vez. Ele ficará fora da lista de jogadores que irão ao jogo contra o América-MG, nesta segunda-feira, em Belo Horizonte, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.
– Ele não vai ser relacionado, apenas por causa da falta. Ele não está focado, não está treinando bem. Ele se esforça, mas as coisas não estão acontecendo – argumentou Ricardo Gomes.

A fase não está boa para Michel Bastos. O camisa 7 foi relacionado pela última vez para a partida contra o Sport, realizada no dia 5 de outubro. Desde então, só treina no CT da Barra Funda. A situação não deverá mudar até o final da temporada e é praticamente certo que o atleta não ficará no clube em 2017, apesar de ter contrato até o final da próxima temporada.
O Cruzeiro já manifestou interesse no jogador. O São Paulo já sabe disso e, como tem interesse no atacante William, da equipe mineira, pode propor uma troca com a Raposa.  Em 2016, o Santos também chegou a procurar o Tricolor para conversar sobre o meio-campista.

Veja as informações do São Paulo para a partida contra o América-MG:

Data e horário: segunda-feira, às 20h (de Brasília)
Local: estádio Independência, em Belo Horizonte
Escalação provável: Denis; Wesley (Buffarini), Maicon, Rodrigo Caio e Mena; Thiago Mendes, João Schmidt, Kelvin, Cueva e David Neres; Pedro (Chavez)
Desfalques: Bruno, Carlinhos, Hudson, Breno, Ytalo e Lucas Fernandes (machucados)
Pendurados: Chavez, Carlinhos, Hudson, Kelvin, Lyanco, Michel Bastos e Mena
Arbitragem: João Batista de Arruda (RJ), auxiliado por Michael Correia e João Luiz Coelho de Albuquerque (RJ)

São Paulo se interessa por Wellington Nem, mas acordo não é simples


 Wellington Nem Shakhtar Donetsk (Foto: Divulgação / Shakhtar)
O São Paulo tem interesse em Wellington Nem, do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. O nome do meia-atacante agrada, mas a situação para um acordo não é simples. O Tricolor fez as primeiras consultas de olho no jogador canhoto de 24 anos. Revelado no Fluminense, ele tem contrato até junho de 2018. Negociações com os ucranianos costumam ser lentas e complexas, segundo pessoas que trataram acordos com o Shakhtar.
Justamente por isso, o próprio Wellington Nem prefere não criar expectativa por uma eventual transferência. Ele sabe do desejo do São Paulo, mas está calejado com o constante interesse de clubes brasileiros em seu nome durante as janelas de transferências. Em janeiro, por exemplo, ele esteve perto de retornar ao Fluminense, mas não houve acerto entre os clubes por um modelo de troca de jogadores.
No São Paulo, Wellington Nem poderia ser um substituto para Kelvin, cuja permanência após o término do empréstimo com o Porto é difícil – clube e jogador querem a continuidade, mas os portugueses dificilmente renovarão o empréstimo. O atleta habilidoso também poderia atuar como ponta aberto pelos lados do campo no esquema do técnico Ricardo Gomes.
A possibilidade de acertar um empréstimo por Wellington Nem com os ucranianos é complicada. Por isso, a direção do São Paulo estuda uma forma de viabilizar a compra dos direitos econômicos. 
– Bom jogador. Interessa a qualquer time brasileiro. Ninguém prescinde de bons valores, caras que sabem fazer boas jogadas. Se houver chance, sem dúvida. Não (há negociação em andamento). O mercado é especulativo. Pipocam nomes. Por exemplo, enfiaram o Cássio (goleiro do Corinthians) aqui. Imagina... Não pelo Cássio, mas é que não precisamos. Temos o Denis jogando bem – disse o diretor-executivo Marco Aurélio Cunha.

Grana à vista: venda de trio renderá R$ 22 milhões ao São Paulo em 2017


MONTAGEM - Paulo Henrique Ganso, Alan Kardec e Ademilson são Paulo (Foto: Editoria de Arte)
A diretoria do São Paulo começa nesta mês a se reunir para definir o orçamento do clube em 2017. Além do dinheiro dos patrocinadores, dos direitos de TV e das cotas por participações em torneios, o Tricolor ganhará um reforço no caixa de R$ 22,2 milhões, referentes à venda de três jogadores que foram realizadas neste ano: Paulo Henrique Ganso, Ademilson e Alan Kardec.
Do ex-camisa 10, será depositada na conta do São Paulo a quantia de € 2,5 milhões (R$ 8,5 milhões) no mês de junho de 2017. Deste valor, o clube do Morumbi repassará a metade (R$ 4,25 milhões) ao grupo DIS que também tinha uma porcentagem do atual jogador do Sevilla. Em janeiro de 2018, haverá novo crédito, de R$ 8,5 milhões e, mais uma vez, o parceiro receberá metade do valor. 
Em relação a Alan Kardec, o clube, também em junho de 2017, receberá a segunda parcela da negociação com o Chongqing Lifan, no valor de € 2,5 milhões (R$ 8,5 milhões). O atacante foi negociado logo após a disputa da Libertadores, quando todos pensavam que ele assumiria a vaga de titular do ataque tricolor, já que o argentino Calleri havia ido embora. Nessa negociação, não há repasse para ninguém. Vale lembrar que o Tricolor ainda tem 30% dos direitos econômicos do jogador que tem mais dois anos de contrato com o time chinês.
Em relação a Ademilson, que foi negociado com o Gamba Osaka, do Japão, o crédito será feito em janeiro de 2017: o São Paulo receberá R$ 9,5 milhões à vista. O pagamento não foi feito agora porque o clube do Morumbi já havia recebido pelo empréstimo do atleta, que termina em 1º de janeiro do ano que vem. 
Esse dinheiro extra ajudará o clube não só na contratação de reforços para a próxima temporada, como também na administração do fluxo de caixa. Para o início do ano, o São Paulo trabalha com a possibilidade de perder Rodrigo Caio, que hoje é o jogador mais valorizado do elenco. A estimativa é que seja possível arrecadar pelo menos € 13 milhões (R$ 44,3 milhões), dos quais 80% ficariam para o clube do Morumbi. O zagueiro tem os 20% restantes.

Veja as informações do São Paulo para a partida contra o América-MG:

Data e horário: segunda-feira, às 20h (de Brasília)
Local: estádio Independência, em Belo Horizonte
Escalação provável: Denis; Wesley (Buffarini), Maicon, Rodrigo Caio e Mena; Thiago Mendes, João Schmidt, Kelvin, Cueva e David Neres; Pedro (Chavez)
Desfalques: Bruno, Carlinhos, Hudson, Breno, Ytalo e Lucas Fernandes (machucados)
Pendurados: Chavez, Carlinhos, Hudson, Kelvin, Lyanco, Michel Bastos e Mena
Arbitragem: João Batista de Arruda (RJ), auxiliado por Michael Correia e João Luiz Coelho de Albuquerque (RJ)

Crise política, fôlego no cofre e futebol bipolar: um ano do São Paulo de Leco

Camisa São Paulo Patrocinador Prevent Senior (Foto: Marcelo Hazan)


Carlos Augusto de Barros e Silva completa nesta quinta-feira um ano na presidência do São Paulo. Nesse período, muitas mudanças fora das quatro linhas e uma "gangorra" no futebol, carro-chefe de sua administração. Em busca da estabilidade dos cofres, Leco sofreu com forte instabilidade política, agravada pelo desempenho em campo.
Ainda longe do ideal, o clube tem conseguido dar sinais de recuperação financeira. Mas segue com problemas herdados da gestão de Carlos Miguel Aidar, que renunciou após escândalos na gestão.
O mau momento dentro de campo atrapalha. São quatro anos sem conquistar títulos. E a campanha marcante até a semifinal da Libertadores deste ano caiu no esquecimento com a luta contra o Z-4.

Busca da credibilidade

Leco prometeu recuperar a credibilidade do São Paulo no mercado, algo que havia dado lugar à desconfiança na antiga gestão. Os números apontam para um avanço nesse sentido. No início do mandato do atual presidente, o clube tinha apenas dois patrocinadores para as mídias digitais (Gatorade e Copa Airlines), que juntos pagavam R$ 7 milhões. Hoje, seis empresas estampam suas marcas na camisa tricolor: Joli, FIAP, Prevent Senior, Rock And Ribs, TIM e Corr Plastik. Em entrevista , o dirigente disse que os acordos renderam R$ 35 milhões.
Saúde financeira
Os atrasos salariais e de direitos de imagem foram frequentes em 2015. E entraram em cena também em 2016, mesmo depois do desmanche (oito jogadores foram negociados). Houve até pacto de silêncio motivado pelo não pagamento em dia. A situação está estabilizada nesse sentido. Mas Leco afirma ter melhorador também em outros aspectos.
– A dívida tributária foi resolvida através do Profut e da Timemania, nosso débito em dezembro de 2015 era de R$ 170 milhões. Em agosto de 2016, baixamos para R$ 116 milhões, uma redução de 32%. A dívida bancária, no momento em que assumimos, era de R$ 92 milhões. Em agosto, foi baixada para R$ 42 milhões, uma redução de 47% – declarou o dirigente.

Instabilidade política.

Ao assumir a presidência do Tricolor, Leco manteve Ataíde Gil Guerreiro, pivô da polêmica que iniciou o processo de saída de Carlos Miguel Aidar, na diretoria. Sem resultados dentro de campo e com forte rejeição da torcida, Ataíde deu lugar a Luiz Antônio Cunha. Ele era da base e passou a comandar o futebol ao lado de Gustavo Vieira de Oliveira.
Cunha logo caiu nas graças do elenco. Mas sua trajetória foi relâmpago. Quatro meses apenas. Depois de desentendimento com Gustavo, por conta da contratação do peruano Cueva, Cunha pediu a cabeça do diretor executivo a Leco. O presidente não concordou. E ele se demitiu.
Em setembro, foi a vez de Gustavo deixar o comando do futebol. Como o time não engrenava em campo, ele passou a ser muito criticado pela torcida. No dia da invasão ao CT da Barra Funda, foi ameaçado de agressão. Leco preferiu fazer a mudança, colocando Marco Aurélio Cunha no seu lugar. O acordo inicial é para que ele fique até dezembro, mas existe a possibilidade de o dirigente continuar no clube depois.

Troca de treinador

Quando tomou posse, em outubro de 2015, Leco tinha Milton Cruz no comando do time. Com o ex-auxiliar, o Tricolor conquistou vaga na Libertadores de 2016. A necessidade de um treinador mais experiente fez com que a diretoria contratasse o argentino Edgardo Bauza. Demorou, mas ele fez o time engrenar e levou o São Paulo até a semifinal do torneio.
O bom trabalhou chamou a atenção da seleção argentina, que o levou no meio do ano. Leco, então, contrato Ricardo Gomes, à época no Botafogo. Veio então a luta contra o rebaixamento. Há mais fôlego agora, depois de duas vitórias seguidas, contra Fluminense e Ponte Preta. Com 42 pontos, o Tricolor está a sete do Z-4. Restam seis rodadas em disputa.
Com cinco vitórias, quatro empates e cinco derrotas em 14 partidas, Ricardo Gomes convive com a sombra de Rogério Ceni. O ex-goleiro e maior ídolo da história do São Paulo tem feito cursos para ser treinador, e o presidente já deixou claro que gostaria de tê-lo em algum momento no comando da equipe. Ao mesmo tempo, tenta dar prestígio a Gomes, que tem contrato aberto.