segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Ano novo chinês atrasa negociação do São Paulo para ter o volante Jucilei


Jucilei Shandong Luneng (Foto: AFP)
2017 já está a todo vapor, mas os chineses comemoram nesta semana o seu Ano Novo, o feriado mais importante do país. Por isso, a negociação entre São Paulo e Shandong Luneng por Jucilei está mais lenta nesses dias. A diretoria tricolor espera retomar e concluir na próxima semana.
Os chineses seguem o calendário lunar, por isso o primeiro dia do ano para eles não tem data fixa. E lá, cada período é marcado por um animal. 2017 é o ano do galo, irônica coincidência já que o Atlético-MG, cujo mascote é o Galo, surgiu como concorrente do São Paulo pelo volante.
O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva está confiante no acerto que tem com o jogador, e também disse que, por meio do empresário Joseph Lee, está em tratativas diretas com o Shandong para garantir o empréstimo de um ano de Jucilei, que teria o pagamento de seu salário dividido pelos chineses e os brasileiros.
O Shandong topou liberar o volante por um ano depois que o regulamento local mudou. Agora, em vez de cinco estrangeiros, apenas três podem ser relacionados para uma partida. O clube tem os brasileiros Gil e Diego Tardelli, o italiano Pellé e o senegalês Cissé.
Enquanto tenta avançar nessa questão, o São Paulo também procura, sem tanta ação, um novo centroavante. Todos consideram que seria necessário mais um, além de Chavez e Gilberto, mas a diretoria acredita que em maio, no fim da temporada europeia, pode conseguir negócios melhores e jogadores de um nível mais elevado. Por enquanto, a tendência é que Rogério Ceni tenha que encarar o Campeonato Paulista com os atuais atacantes do elenco.

Entenda a dificuldade do São Paulo para contratar um camisa 9 para 2017


Michael Beale Charles Hembert Rogério Ceni São Paulo (Foto: Érico Leonan/saopaulofc.net)
A torcida e a diretoria do São Paulo esperavam ter um novo centroavante neste início de ano, mas o clube tem esbarrado em alguns obstáculos para contratar um reforço para o setor. As opções Chavez e Gilberto não são consideradas suficientes. 
As chances desperdiçadas nos jogos do Torneio da Flórida, principalmente na semifinal diante do River Plate, reforçam a avaliação da comissão técnica da necessidade de um novo camisa 9. Ainda assim, o clube cogita iniciar o Paulistão, no dia 5 de fevereiro, diante do Audax, sem uma nova referência. 

Entenda os motivos:

Novela Colmán sem sucesso
Na primeira quinzena de dezembro foi veiculada a notícia da negociação entre São Paulo e Nacional do Paraguai por Colmán. O atacante foi anunciado pelo Dallas nesta semana, no dia 26 de janeiro. Ou seja, houve uma novela que se arrastou por mês e meio, cansando perda de tempo e desgaste.
O clube chegou a Colmán por meio do trabalho do departamento de análise de desempenho. O nome foi  aprovado por Rogério Ceni. Ele se enquadrava na política financeira do clube. Entre idas e vindas, o Tricolor chegou a um entendimento financeiro com os paraguaios duas vezes, mas viu as exigências mudarem, principalmente pelo interesse de outros clubes, como Grêmio e Dallas, dos Estados Unidos. A postura irritou os dirigentes. 
A proposta final do São Paulo era de US$ 1,1 milhão (R$ 3,6 milhões), com US$ 700 mil (R$ 2,38 milhões) à vista e duas parcelas semestrais de US$ 200 mil (R$ 680 mil cada). O Dallas pagou US$ 1,6 milhão à vista pelo jogador.
– O único nome que escolhi e aprovei foi o do Colmán, mas que acabou acertando com o Dallas. Foi o nome que aprovamos dentro das possibilidades do clube. Olhamos alguns camisas 9, outras coisas não são possíveis fazer – afirma Ceni.

Grana curta

Das quatro contratações do São Paulo até agora, o clube só investiu em Sidão: R$ 300 mil. Wellington Nem (empréstimo gratuito, mediante uma cláusula de saída), Neilton (empréstimo na troca por Hudson com o Cruzeiro) e Cícero (clube divide salários com o Fluminense) foram acertados sem pagamento de multas rescisórias. 

O orçamento de 2017 do São Paulo prevê que se não houver venda de atletas o clube terá prejuízo de R$ 67 milhões. Do atual elenco, porém, Luiz Araújo, David Neres (dupla que Ceni não admite perder) e Rodrigo Caio são nomes valorizados.
Nomes como Borja, do Atlético Nacional, estão fora do radar, pois são considerados caríssimos. Ceni falou sobre Van Persie, oferecido há alguns meses no São Paulo por uma pessoa que sequer empresaria jogadores. Não há negociação com o holandês.
– O futebol brasileiro não é igual o da Europa, onde você escolhe o jogador e paga R$ 50 milhões. Aqui, dependemos de improvisações, com raríssimas exceções, como Palmeiras e Flamengo. O Corinthians trouxe dois, o Kazim e o Jô. Nós temos Chavez, Gilberto e outros jogadores que chegam de trás para fazer os gols, mas não tão concentrado como por exemplo o Santos, com os gols do Ricardo Oliveira, e o Flamengo, com o Guerrero. A ideia é ter reforços, não perder jogadores. Mas temos de conviver com a realidade – disse Ceni.
Falta de opções no mercado
Diante desse panorama, o Tricolor e outros clubes, segundo Ceni, têm dificuldades de achar um camisa 9. Faltam opções viáveis no mercado. O técnico do São Paulo, inclusive, tem sido procurado por clubes do exterior em busca de indicações. 
Calleri, artilheiro do elenco em 2016, com 16 gols, era um alvo, mas a saída do West Ham para o futebol brasileiro foi barrada pelo grupo de investidores que trabalha com o argentino. Assim, Ceni conta com Chavez e Gilberto. O argentino tem vínculo de empréstimo cedido pelo Boca Juniors até junho e é alvo do futebol chinês. Mas Ceni não teme perdê-lo.
– Tem contrato de empréstimo até o meio do ano, acredito que vai cumprir. Não vejo esse risco – disse o treinador.

Europa ataca base do São Paulo no final da janela: veja quem pode sair


Lyanco, David Neres e Luiz Araújo comemoram gol do São Paulo (Foto:  Rubens Chiri/saopaulofc.net)
O sucesso da equipe sub-20 do São Paulo, campeã de cinco torneios em 2016, transformou alguns de seus jovens em alvos de equipes europeias. A janela de contratações do Velho Continente se encerra à meia-noite da próxima terça-feira. Até lá, a diretoria tricolor avalia o que fazer com o assédio sobre o zagueiro Lyanco e os atacantes Luiz Araújo e David Neres.
Ainda que não tenha sido protagonistas dos títulos de base no ano passado, o trio acaba se beneficiando do prestigio das categorias de base. Lyanco está no grupo profissional desde 2015. Luiz Araújo subiu pouco depois de se destacar na conquista da Libertadores, no início de 2016, e David Neres durante o Campeonato Brasileiro, que terminou como titular e destaque do time.
Lyanco recebeu uma proposta de 5 milhões de euros (R$ 16,9 milhões) da Juventus (ITA). O São Paulo, dono de 80% dos direitos econômicos, tenta subir o valor para ficar integralmente com esse montante, sem contar os 20% que pertencem ao defensor e seu empresário.
Com sete jogadores da posição no grupo, a zaga preocupa mais pelo excesso do que por falta de opções. Lyanco, que fará 20 anos na quarta-feira, ainda não treinou com Rogério Ceni. Ele está com a seleção brasileira sub-20 no Sul-Americano da categoria, assim como David Neres.
O atacante de 19 anos, um dos xodós da torcida, é alvo do Ajax (HOL), mas dificilmente deixará o São Paulo agora. Entre todos, é quem tem menor possibilidade de sair.
Por outro lado, a diretoria considera bastante a proposta de R$ 22 milhões do Lille (FRA) por Luiz Araújo, de 20 anos. Rogério Ceni já deixou claro que não gostaria de perdê-lo, pois precisa de quatro atacantes no grupo com características de atuar pelos lados de campo. O técnico considera isso fundamental para que o São Paulo tenha êxito no primeiro semestre.
Em dificuldade financeira, com uma dívida total que gira em torno de R$ 140 milhões, o Tricolor sempre deixou claro que precisaria vender um jogador. É muito provável que pelo menos um deles saia até a próxima terça-feira.
Por outro lado, Rodrigo Caio, o mais conceituado do grupo, ainda não recebeu propostas.

Ano novo chinês atrasa negociação do São Paulo para ter o volante Jucilei


Jucilei Shandong Luneng (Foto: AFP)
2017 já está a todo vapor, mas os chineses comemoram nesta semana o seu Ano Novo, o feriado mais importante do país. Por isso, a negociação entre São Paulo e Shandong Luneng por Jucilei está mais lenta nesses dias. A diretoria tricolor espera retomar e concluir na próxima semana.
Os chineses seguem o calendário lunar, por isso o primeiro dia do ano para eles não tem data fixa. E lá, cada período é marcado por um animal. 2017 é o ano do galo, irônica coincidência já que o Atlético-MG, cujo mascote é o Galo, surgiu como concorrente do São Paulo pelo volante.
O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva está confiante no acerto que tem com o jogador, e também disse que, por meio do empresário Joseph Lee, está em tratativas diretas com o Shandong para garantir o empréstimo de um ano de Jucilei, que teria o pagamento de seu salário dividido pelos chineses e os brasileiros.
O Shandong topou liberar o volante por um ano depois que o regulamento local mudou. Agora, em vez de cinco estrangeiros, apenas três podem ser relacionados para uma partida. O clube tem os brasileiros Gil e Diego Tardelli, o italiano Pellé e o senegalês Cissé.
Enquanto tenta avançar nessa questão, o São Paulo também procura, sem tanta ação, um novo centroavante. Todos consideram que seria necessário mais um, além de Chavez e Gilberto, mas a diretoria acredita que em maio, no fim da temporada europeia, pode conseguir negócios melhores e jogadores de um nível mais elevado. Por enquanto, a tendência é que Rogério Ceni tenha que encarar o Campeonato Paulista com os atuais atacantes do elenco.

Entenda a dificuldade do São Paulo para contratar um camisa 9 para 2017


Michael Beale Charles Hembert Rogério Ceni São Paulo (Foto: Érico Leonan/saopaulofc.net)
A torcida e a diretoria do São Paulo esperavam ter um novo centroavante neste início de ano, mas o clube tem esbarrado em alguns obstáculos para contratar um reforço para o setor. As opções Chavez e Gilberto não são consideradas suficientes. 
As chances desperdiçadas nos jogos do Torneio da Flórida, principalmente na semifinal diante do River Plate, reforçam a avaliação da comissão técnica da necessidade de um novo camisa 9. Ainda assim, o clube cogita iniciar o Paulistão, no dia 5 de fevereiro, diante do Audax, sem uma nova referência. 

Entenda os motivos:

Novela Colmán sem sucesso
Na primeira quinzena de dezembro foi veiculada a notícia da negociação entre São Paulo e Nacional do Paraguai por Colmán. O atacante foi anunciado pelo Dallas nesta semana, no dia 26 de janeiro. Ou seja, houve uma novela que se arrastou por mês e meio, cansando perda de tempo e desgaste.
O clube chegou a Colmán por meio do trabalho do departamento de análise de desempenho. O nome foi  aprovado por Rogério Ceni. Ele se enquadrava na política financeira do clube. Entre idas e vindas, o Tricolor chegou a um entendimento financeiro com os paraguaios duas vezes, mas viu as exigências mudarem, principalmente pelo interesse de outros clubes, como Grêmio e Dallas, dos Estados Unidos. A postura irritou os dirigentes. 
A proposta final do São Paulo era de US$ 1,1 milhão (R$ 3,6 milhões), com US$ 700 mil (R$ 2,38 milhões) à vista e duas parcelas semestrais de US$ 200 mil (R$ 680 mil cada). O Dallas pagou US$ 1,6 milhão à vista pelo jogador.
– O único nome que escolhi e aprovei foi o do Colmán, mas que acabou acertando com o Dallas. Foi o nome que aprovamos dentro das possibilidades do clube. Olhamos alguns camisas 9, outras coisas não são possíveis fazer – afirma Ceni.

Grana curta

Das quatro contratações do São Paulo até agora, o clube só investiu em Sidão: R$ 300 mil. Wellington Nem (empréstimo gratuito, mediante uma cláusula de saída), Neilton (empréstimo na troca por Hudson com o Cruzeiro) e Cícero (clube divide salários com o Fluminense) foram acertados sem pagamento de multas rescisórias. 

O orçamento de 2017 do São Paulo prevê que se não houver venda de atletas o clube terá prejuízo de R$ 67 milhões. Do atual elenco, porém, Luiz Araújo, David Neres (dupla que Ceni não admite perder) e Rodrigo Caio são nomes valorizados.
Nomes como Borja, do Atlético Nacional, estão fora do radar, pois são considerados caríssimos. Ceni falou sobre Van Persie, oferecido há alguns meses no São Paulo por uma pessoa que sequer empresaria jogadores. Não há negociação com o holandês.
– O futebol brasileiro não é igual o da Europa, onde você escolhe o jogador e paga R$ 50 milhões. Aqui, dependemos de improvisações, com raríssimas exceções, como Palmeiras e Flamengo. O Corinthians trouxe dois, o Kazim e o Jô. Nós temos Chavez, Gilberto e outros jogadores que chegam de trás para fazer os gols, mas não tão concentrado como por exemplo o Santos, com os gols do Ricardo Oliveira, e o Flamengo, com o Guerrero. A ideia é ter reforços, não perder jogadores. Mas temos de conviver com a realidade – disse Ceni.
Falta de opções no mercado
Diante desse panorama, o Tricolor e outros clubes, segundo Ceni, têm dificuldades de achar um camisa 9. Faltam opções viáveis no mercado. O técnico do São Paulo, inclusive, tem sido procurado por clubes do exterior em busca de indicações. 
Calleri, artilheiro do elenco em 2016, com 16 gols, era um alvo, mas a saída do West Ham para o futebol brasileiro foi barrada pelo grupo de investidores que trabalha com o argentino. Assim, Ceni conta com Chavez e Gilberto. O argentino tem vínculo de empréstimo cedido pelo Boca Juniors até junho e é alvo do futebol chinês. Mas Ceni não teme perdê-lo.
– Tem contrato de empréstimo até o meio do ano, acredito que vai cumprir. Não vejo esse risco – disse o treinador.

Europa ataca base do São Paulo no final da janela: veja quem pode sair


Lyanco, David Neres e Luiz Araújo comemoram gol do São Paulo (Foto:  Rubens Chiri/saopaulofc.net)
O sucesso da equipe sub-20 do São Paulo, campeã de cinco torneios em 2016, transformou alguns de seus jovens em alvos de equipes europeias. A janela de contratações do Velho Continente se encerra à meia-noite da próxima terça-feira. Até lá, a diretoria tricolor avalia o que fazer com o assédio sobre o zagueiro Lyanco e os atacantes Luiz Araújo e David Neres.
Ainda que não tenha sido protagonistas dos títulos de base no ano passado, o trio acaba se beneficiando do prestigio das categorias de base. Lyanco está no grupo profissional desde 2015. Luiz Araújo subiu pouco depois de se destacar na conquista da Libertadores, no início de 2016, e David Neres durante o Campeonato Brasileiro, que terminou como titular e destaque do time.
Lyanco recebeu uma proposta de 5 milhões de euros (R$ 16,9 milhões) da Juventus (ITA). O São Paulo, dono de 80% dos direitos econômicos, tenta subir o valor para ficar integralmente com esse montante, sem contar os 20% que pertencem ao defensor e seu empresário.
Com sete jogadores da posição no grupo, a zaga preocupa mais pelo excesso do que por falta de opções. Lyanco, que fará 20 anos na quarta-feira, ainda não treinou com Rogério Ceni. Ele está com a seleção brasileira sub-20 no Sul-Americano da categoria, assim como David Neres.
O atacante de 19 anos, um dos xodós da torcida, é alvo do Ajax (HOL), mas dificilmente deixará o São Paulo agora. Entre todos, é quem tem menor possibilidade de sair.
Por outro lado, a diretoria considera bastante a proposta de R$ 22 milhões do Lille (FRA) por Luiz Araújo, de 20 anos. Rogério Ceni já deixou claro que não gostaria de perdê-lo, pois precisa de quatro atacantes no grupo com características de atuar pelos lados de campo. O técnico considera isso fundamental para que o São Paulo tenha êxito no primeiro semestre.
Em dificuldade financeira, com uma dívida total que gira em torno de R$ 140 milhões, o Tricolor sempre deixou claro que precisaria vender um jogador. É muito provável que pelo menos um deles saia até a próxima terça-feira.
Por outro lado, Rodrigo Caio, o mais conceituado do grupo, ainda não recebeu propostas.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Ceni diz que pode usar Cícero em até quatro funções: veja como ele jogaria


Cícero veste a camisa do São Paulo (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)
Quarto reforço do São Paulo para a temporada 2017, Cícero tem tudo para se tornar um dos jogadores mais importantes para Rogério Ceni. Experiente, terá papel importante num elenco jovem. Ao lado de atletas como Sidão, Denis, Maicon e Lugano, será exemplo para os garotos.
Dentro de campo, Cícero empolga o técnico pela versatilidade. Na entrevista exclusiva que concedeu ao GloboEsporte.com, Ceni disse que pode escalá-lo em quatro funções. 
– Pode ser como primeiro volante, segundo volante, homem de armação e um falso nove. Só não posso utilizá-lo aberto pelas pontas, não o vejo jogando assim. Mas ele pode atuar em pelo menos quatro funções – afirmou Ceni.
Cícero ainda não está 100% fisicamente, já que começou a treinar mais tarde do que os companheiros na pré-temporada realizada em Bradenton, nos Estados Unidos. Ele integrou a equipe que disputou o segundo tempo do jogo treino contra o Boca Ratón – vencido por 9 a 2, no domingo. 
Enquanto isso, veja como Cícero se encaixaria no Tricolor em cada uma das opções listadas pelo técnico Rogério Ceni:

Primeiro volante

Em nenhum momento dos treinos acompanhados pelos jornalistas, Rogério Ceni testou Cícero nessa posição.
O jogador só deverá ser utilizado dessa maneira em jogos com a necessidade de escalar uma equipe muito ofensiva, já que para atuar como primeiro homem do meio-campo, o atleta perde o que tem de melhor, que é a chegada como elemento surpresa no ataque.
Nesse caso, Cícero seria o homem mais próximo da linha defensiva, o responsável por iniciar a construção das jogadas.
Ele tem qualidade de passe para isso, e atuaria ao lado de atletas técnicos, como Thiago Mendes, por exemplo.
Como Rogério também gosta de um jogador alto nessa posição, para disputar as bolas aéreas em "chutões" do goleiro ou dos zagueiros, mais pontos para ele.

Segundo volante

Campinho Cícero no São Paulo
Foi desse jeito que o camisa 8 esteve presente no segundo tempo do jogo-treino contra o Boca Raton, no último domingo, na Flórida.
A equipe escalada por Rogério Ceni tinha João Schmidt como primeiro volante e dois homens à frente no meio-campo: Cícero à esquerda e Cueva mais à direita, com três atacantes à frente.
No treino tático comandado por Ceni no último sábado, Cícero chegou várias vezes ao ataque jogando nesse posicionamento. Marcou um gol e acertou um chute na trave.
A grande vantagem é que nessa função Cícero jogaria de frente para o campo de ataque, com facilidade para carregar a bola em direção ao gol adversário. É assim que ele gosta mais de jogar.
Por ter um bom chute de longa distância, a função permite a ele finalizar bastante ao gol adversário.
Meia de criação

Talvez essa seja a maior dificuldade para o atleta, que se destaca pela dinâmica em campo e não pela facilidade de dar passes agudos (enfiadas) ou deixar companheiros na cara do gol.
Para que Cícero seja utilizado assim, Rogério Ceni teria de escalar a equipe na linha de quatro no meio-campo. Atrás, poderiam ser três ou quatro defensores e à frente, dois ou três atacantes.

Um 4-2-3-1, por exemplo, complicaria demais a vida de Cícero, que teria de receber a bola na maioria das vezes de costas para a área adversária, e isso, como dito no item anterior, não o agrada.
Numa linha de quatro no meio-campo, entretanto, poderia funcionar melhor.

Falso 9

Campinho Cícero no São Paulo
Por ser alto, Cícero será muito importante no jogo aéreo defensivo e ofensivo. Esse foi uma das razões que levou o técnico Rogério Ceni a pedir sua contratação. Ele entende que o São Paulo tem muitos jogadores de baixa estatura.
Em sua última passagem pelo clube paulista, entre 2011 e 2012, em vários jogos o meio-campista foi escalado mais adiantado, como um falso nove. E marcou gols.
Em 92 partidas disputadas pela equipe, balançou as redes adversárias em 16 ocasiões.
Como falso 9, Cícero teria a obrigação de se movimentar intensamente e abrir espaço na área para a chegada dos atacantes de lado ou mesmo dos homens de meio-campo.