quarta-feira, 16 de setembro de 2015

CEO demitido vê política como grande empecilho para sucessor no São Paulo


Alexandre Bourgeois, ex-CEO do São Paulo (Foto: Reprodução SporTV)
Menos de 24 horas se passaram entre o desligamento de Alexandre Bourgeois e o anúncio de Paulo Ricardo de Oliveira como seu substituto no cargo de CEO (Chief Executive Officer) do São Paulo, na semana passada. Para o executivo demitido, que diz ter sido ameaçado por um dos assessores do presidente Carlos Miguel Aidar, uma das maiores dificuldades para seu sucessor serão os entraves políticos. 
– Não sei se ele tem experiência com política no futebol. Eu já tinha vivido política no Santos, em episódios menores no Palmeiras e Flamengo. Essa situação dos clubes é muito séria. No Brasil, 95% é política, 5% é gestão, com algumas exceções. Enquanto as pessoas no São Paulo estiverem colocando os interesses pessoais à frente da instituição, será impossível reverter o quadro atual – opina.
O quadro mais grave a ser revertido é o financeiro. Atualmente, a dívida do clube é de R$ 272 milhões. Foi para profissionalizar a gestão e renegociar os débitos que Bourgeois foi contratado, através de indicação do empresário Abílio Diniz. Pouco antes de completar três meses na função, no entanto, foi demitido. Uma das razões de sua queda, admitiu Aidar, foi política.
Dois dias antes da reunião que definiu sua saída, o CEO se encontrou com Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do Conselho Deliberativo e tido como oposicionista pela situação. Além disso, em nota assinada, Aidar elencou diversos outros motivos, como "desempenho pífio nas tarefas" e "perfil profissional incompatível", sem experiência "em renegociações com bancos e instituições financeiras".
– Os contratos que seriam renegociados por mim nunca passaram por minhas mãos. Eu não tinha acesso a nada. Tudo o que acontecia eu não sabia. É uma gestão pouco democrática. O presidencialismo tem que ser com democracia, não ditadura, onde cada um faz o que quer no seu canto. Isso não existe mais. Governança corporativa foi criada para isso, para evitar que um cara só tomando decisões quebre a empresa – argumenta Bourgeois, ao tirar parte (pequena) da responsabilidade das costas de Aidar.
– É importante deixar claro que ele não é o único responsável. Isso vem acontecendo há muito tempo. Ele herdou uma situação complicada. Mas, a partir do momento em que herda, o que tem que fazer? Tem que ter diagnóstico, formulação e vontade política. Sem formular soluções e vontade política para fazer, a situação do São Paulo piorou em um ano e meio. Entrei lá com esse objetivo, não consegui implantar. Espero que o próximo CEO consiga – disse.
Paulo Ricardo de Oliveira, o próximo CEO, é formado em Ciências Contábeis, Administração de Empresas e tem pós-graduação em Finanças e Marketing, além de formação em Governança Corporativa pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa). É presidente da Penalty, ex-fornecedora de material esportivo do São Paulo, cargo que acumulará apenas até o final do mês. A partir de outubro, vai se dedicar exclusivamente à nova função.
Será com ele que o clube colocará em prática um novo plano de gestão – não o proposto pelo executivo antecessor –, que tem a inclusão de gestores remunerados em quatro áreas da diretoria (futebol, social e esportes amadores, marketing e administração). Outra missão de Oliveira será colocar em funcionamento o FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios), para levantamento de R$ 100 milhões até o fim do ano. Fundo derivado do que foi idealizado por Bourgeois, segundo ele, em parceria com a Infinity Asset Management.
– Foi pensado para que se possa investir no futebol via governança e CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que possa trazer investidores de verdade, incluindo jogadores, sem ferir a regra da Fifa. A Infinity, que é uma casa de gestão de recursos, me ajudou a finalizar o produto. Mas ficou um pouco desvirtuado. Onde chegou, acho difícil conseguir dinheiro, pois não há governança. Ninguém dá dinheiro para um lugar em que não se sabe quem está comandando – concluiu o CEO demitido.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

São Paulo busca acordo sobre ação para separar futebol do clube social


Carlos Miguel Aidar São Paulo (Foto: Tossiro Neto)
O presidente Carlos Miguel Aidar, do São Paulo, começou a tentar viabilizar a ideia de separar a administração do futebol do clube social. A divisão seria complexa e dependeria de um acordo na Justiça, além da aprovação do Conselho Deliberativo, do Conselho Consultivo e da convocação de uma assembleia geral de sócios para poder ser colocada em prática. Ela seria a solução para dar fim à uma ação movida por conselheiros do clube contra o Tricolor em 2011, no Tribunal de Justiça de São Paulo, por causa do terceiro mandato do ex-presidente Juvenal Juvêncio.
Nesse momento, a ação tem um recurso pendente de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Para demover os envolvidos de tentar novos recursos e dar fim ao processo, Aidar oferece a possibilidade de uma nova eleição no clube social, confirmando a anulação do terceiro mandato de Juvenal.
Com o possível acordo, Aidar abriria mão de administrar o clube social, sob a supervisão de um novo presidente eleito, mas tornaria o futebol independente, ideia antiga e discutida há anos no Tricolor. Tal divisão só seria viável depois de uma alteração no estatuto e teria de superar questões jurídicas e burocráticas.
Com esse tema em pauta, o mandatário teve uma reunião na manhã da última quinta-feira. O encontro teve as participações do presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, o presidente do Conselho Consultivo, José Eduardo Mesquita Pimenta, o diretor jurídico, Leonardo Serafim, o conselheiro vitalício Francisco de Assis, um dos autores da ação que anularia todas decisões tomadas no clube desde 2004 (ano em que houve alteração no estatuto sem aprovação dos sócios), além de dois advogados.
– Estou disposto a conversar, não a retirar a ação. Estou nessa luta há anos. Esse assunto (separação do clube social do futebol) é falado há anos, mas não é fácil de resolver. O atual presidente está conversando sobre isso, que poderá ser colocado em pauta no futuro. Não tenho uma opinião formada sobre o assunto, porque não sei de todos os detalhes – disse Francisco de Assis, um dos autores da ação.
Segundo Leco, a complexidade da questão demandaria muito tempo para uma divisão desse nível ser confirmada no São Paulo.
– Achei positivo que tenhamos conversado a respeito. Agora, os advogados vão receber o material que o Aidar ficou de mandar, vão analisar e depois vão apresentar algum estudo e uma proposta de trabalho. A ideia colocada foi de pensar na separação do clube social do futebol. Não tenho uma opinião formada. Ela pode ser encarada de forma normal, boa ou ruim, mas o problema é a complexidade da coisa. Demanda muitas e muitas providências. A ação anularia todos os atos desde 2004, o que é algo absolutamente impensável. Mas nesse ponto o Francisco está sensível para que sejam feitos acertos que acomodem as divergências. De qualquer forma, será necessária uma assembleia geral – afirmou o presidente do Conselho Deliberativo.
Na visão de Pimenta, a separação seria benéfica para o clube. Mas tudo depende antes de um acordo para dar fim ao processo judicial.
– Seria interessante. O futebol virou negócio e não dá para se administrar como um clube social, com 23 diretores amadores, ou não remunerados. No passado era interessante, mas hoje não é mais possível – disse o presidente do conselho consultivo.
– Admitindo a hipótese de um acordo, precisaria haver uma convocação para eleger um presidente social. Ele teria autonomia e independência completa do São Paulo. Poderia até ter um nome parecido, como São Paulo social, mas com uma administração independente do futebol. Mas primeiro precisa resolver essa questão (processo) e ver o que os sócios e são-paulinos acham disso – completou Pimenta. 
Após uma reforma no estatuto do São Paulo, o presidente passou a ficar três anos no poder (antes eram dois). Assim, Juvenal Juvêncio teve o primeiro mandato entre 2006 e 2008, o segundo entre 2008 e 2011 e o terceiro entre 2011 e 2014. Na época, Aidar, que hoje é adversário ferrenho do ex-presidente, era o advogado do clube que tornou legal a interpretação necessária para a alteração.
Por conta da mudança, diversos conselheiros, entre eles Francisco de Assis, entraram com a ação. O clube perdeu em primeira instância, mas recorreu e ganhou, tornando legítimo o mandato de Juvenal Juvêncio. Assim, os conselheiros da oposição buscam outro recurso para que o processo seja julgado em Brasília, no Supremo Tribunal Federal.
O GloboEsporte.com tentou falar com o presidente Carlos Miguel Aidar e com o diretor jurídico Leonardo Serafim, mas ambos preferiram não se pronunciar sobre o assunto.

Treino desta sexta pode definir se Osorio terá reforços contra Grêmio


Juan Carlos Osorio São Paulo (Foto: Érico Leonan/saopaulofc.net)
Preocupado com o desempenho da equipe na derrota de 3 a 0 para o Santos, o técnico do São Paulo, Juan Carlos Osorio, poderá ganhar reforços para a partida de domingo, às 16h, contra o Grêmio, em Porto Alegre. Na tarde desta quinta-feira, o volante Rodrigo Caio, que estava na seleção brasileira olímpica, treinou normalmente, assim como os zagueiros Lucão e Breno e o lateral esquerdo Carlinhos, recuperados de contusão.
Enquanto os titulares fizeram um trabalho de recuperação muscular, o restante do grupo participou de um tático comandado pelo auxiliar Luis Pompilio Paes. Rodrigo Caio tem presença garantida no time que entrará em campo no final de semana. O trio depende da avaliação que será feita após os treinos de sexta e sábado. Já o goleiro Rogério Ceni fez o aquecimento com os goleiros e depois retornou ao Reffis para fazer tratamento.
Quem será baixa por aproximadamente três semanas será o zagueiro Luiz Eduardo, que tem uma lesão no joelho esquerdo. Como voltou a sentir dores no local, ele passou por uma consulta com o médico Rene Abdalla, que descartou a necessidade de uma cirurgia. Com isso, ou Osorio usa Edson Silva novamente ou coloca Rodrigo Caio no sistema defensivo ao lado de Lyanco, que vem sendo bastante elogiado pela comissão técnica.
A suspensão imposta pelo STJD ao atacante Luis Fabiano pegou o treinador de surpresa. Ainda na Vila Belmiro, ele confidenciou aos repórteres que o camisa 9 jogaria no final de semana, o que não vai acontecer. O Fabuloso terá de cumprir o segundo jogo de suspensão pela expulsão na partida contra o Sport, realizada no dia 19 de julho, na Arena Pernambuco.
Com 38 pontos na tabela de classificação, o São Paulo pode perder sua vaga no G-4 na noite desta quinta-feira. Para isso, basta o Flamengo derrotar o Cruzeiro no Maracanã. As duas equipes teriam a mesma pontuação, mas os cariocas passariam a ter uma vitória a mais.

São Paulo alega falta de resultados e demite executivo após três meses


Alexandre Bourgeois (Foto: Arquivo pessoal)
O São Paulo demitiu nesta quinta-feira Alexandre Bourgeois, contratado para ser o CEO (Chief Executive Officer) do clube. A justificativa é de que ele não teria apresentado resultados compatíveis após três meses de trabalho. O profissional teria de levar uma proposta de solução aos problemas do Tricolor. A decisão foi comunicada ao empresário Abílio Diniz, responsável por indicá-lo ao cargo no clube. Em breve, o presidente Carlos Miguel Aidar deve anunciar quem assume a função.
Um dos nomes cogitados para entrar no cargo de CEO é o de Paulo Ricardo de Oliveira, presidente da Penalty, ex-fornecedora de material esportivo do São Paulo. A empresa foi substituída pela Under Armour em maio.

Alexandre Bourgeois confirmou a demissão, mas disse que só vai se pronunciar sobre o assunto "na hora certa".
Alexandre Bourgeois chegou ao Tricolor em junho com a missão de chefiar um novo plano de gestão com metas em todos departamentos do clube. O objetivo era reduzir custos, para amenizar a grave crise financeira, e profissionalizar o São Paulo. A dívida total do clube, segundo levantamento do Itaú-BBA, é de R$ 272 milhões.
No fim de agosto, ele entregou sua proposta para reformular o modelo de administração, mas o presidente Carlos Miguel Aidar preferiu adotar a solução apresentada pelo Instituto Áquila, o plano "Pró São Paulo".
Na prática, o presidente seguirá com o mesmo poder, diferentemente do plano sugerido pelo CEO, no qual o mandatário dividiria o poder da decisão com um Conselho de Administração.
Formado em matemática na Suíça, Bourgeois fez carreira como executivo de bancos nos Estados Unidos, na Inglaterra e no Brasil. Ele nasceu em Paris, na França, e morou por 10 anos no exterior, em seis países diferentes.
Entre 2010 e 2014, foi gestor da Teisa (Terceira Estrela Investimentos), fundo de investimentos que fez negócios com o Santos, participando, por exemplo, da negociação de Neymar com o Barcelona.

Osorio não faz contas, mas vê São Paulo longe da briga pelo título


Juan Carlos Osorio São Paulo (Foto: Site oficial do SPFC)
O São Paulo tem oscilado no Campeonato Brasileiro por conta dos seguidos desfalques e das vendas de jogadores, na visão do técnico Juan Carlos Osorio. Nas últimas seis rodadas da competição, o Tricolor empatou uma partida, venceu duas e perdeu três. A derrota mais recente foi no clássico contra o Santos, por 3 a 0, na última quarta-feira, na Vila Belmiro. 

De acordo com o colombiano, o time não consegue uma sequência de bons resultados por conta das baixas no elenco. E é justamente esse o motivo pelo qual o São Paulo não lutará pelo título, segundo Osorio. Com 38 pontos, na quarta posição, o Tricolor está 13 pontos atrás do líder Corinthians.
– Eu tenho falado desde antes que seria difícil competir pelo título com um time que vendeu tantos jogadores. Temos que pensar jogo a jogo para somar a maior quantidade de pontos – afirmou o treinador.

Desde o início do trabalho de Osorio, em junho, oito jogadores saíram do clube: Paulo Miranda, Dória, Rafael Toloi, Denilson, Souza, Boschilia, Ewandro e Cafu.

Somado a isso, o Tricolor tem sofrido com os desfalques. Antes do San-São, por exemplo, o treinador não pode contar com nove jogadores. Rogério Ceni, Luis Fabiano, Rodrigo Caio, Denis, Alan Kardec, Breno, Luiz Eduardo, Carlinhos e Lucão ficaram fora.

– Infelizmente, Luiz Eduardo treinou e sentiu de novo (dores no joelho esquerdo). Não temos outros zagueiros para competir com Lyanco e Edson (Silva). Vai ser difícil ter um time diferente de hoje (quarta-feira), mas seguramente vamos procurar uma formação melhor para vencer – disse o técnico, referindo-se ao confronto de domingo, contra o Grêmio, em Porto Alegre.

Agora, o São Paulo aguarda a recuperação de alguns dos lesionados para reforçar o time no final de semana. O único retorno confirmado no momento é o de Rodrigo Caio, de volta após defender a seleção brasileira olímpica em amistoso contra a França.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Santos e São Paulo fazem clássico de times ofensivos na Vila Belmiro


vila belmiro santos x avai (Foto: Bruno Giufrida)
Um jogo aberto, repleto de oportunidades, com atacantes afiados e dois treinadores que priorizam o ataque. É o que se espera do clássico entre Santos e São Paulo, nesta quarta-feira, às 22h (horário de Brasília), na Vila Belmiro, pela 24ª rodada do Brasileirão. O confronto coloca frente a frente dois times que lutam por vaga no G-4. Enquanto o Tricolor tenta se manter na quarta posição, com 38 pontos, o Peixe, em oitavo, com 34, busca se aproximar. 
No Santos, a aposta é no ótimo desempenho na Vila Belmiro. Desde que Dorival retornou ao clube, foram oito jogos em casa e 100% de aproveitamento, incluindo um clássico contra o Corinthians, pela Copa do Brasil. Os problemas são as ausências de Lucas Lima e Geuvânio, além do desgaste físico que começa a surgir após 12 partidas de invencibilidade.
Já o São Paulo terá um teste de fogo para comprovar sua reação na temporada. Após ter oito jogadores vendidos, Osorio enfrentou um período de turbulência interna e quase pediu demissão. A situação foi contornada, e o time, rodada após rodada, dá sinais de crescimento. Para animar a torcida, Alexandre Pato está de volta. Por outro lado, Rogério Ceni e Luis Fabiano ainda ficam fora. 
Luiz Flávio de Oliveira (SP) apita o jogo, auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (SP). 
HEADER escalacoes 690 (Foto: Infoesporte)
Santos: Dorival Júnior fez apenas uma atividade no CT Rei Pelé antes do clássico, na última terça. Ainda sem Lucas Lima e Geuvânio, o técnico não deve fazer grandes mudanças com relação ao time que empatou com o Sport, no último domingo, em Recife. Há apenas uma dúvida no sistema ofensivo: quem fica com a vaga de Geuvânio? Rafael Longuine, Neto Berola e Leandro são as opções: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato e Rafael Longuine (Neto Berola ou Leandro); Gabriel, Ricardo Oliveira e Marquinhos Gabriel.

São Paulo: Osorio terá três retornos importantes: Wesley, Thiago Mendes e Alexandre Pato voltam após cumprir suspensão. No treinamento da última terça-feira, no CT da Barra Funda, o colombiano fechou as portas da atividade e não deu pistas da equipe titular. Escalação provável: Renan Ribeiro; Bruno, Lyanco, Edson Silva e Reinaldo; Hudson (Wesley), Thiago Mendes e Ganso; Michel Bastos, Alexandre Pato e Wilder Guisao.
HEADER quem esta fora 690 (Foto: Infoesporte)
Santos: Alison, Valencia, Leonardo e Geuvânio, lesionados; Lucas Lima, com a seleção brasileira.

São Paulo: Rogério Ceni (lesão na coxa direita), Luis Fabiano (lesão no joelho direito),  Rodrigo Caio (na seleção olímpica), Denis (aprimora a forma física após operar o ombro direito) e Alan Kardec (aprimora a forma física após operar o joelho direito). Breno (estiramento muscular na coxa esquerda), Luiz Eduardo (dores no joelho esquerdo), Carlinhos (dores musculares) e Lucão (trauma no pé direito) precisam melhorar a condição física e também não jogam. Não há nenhum atleta suspenso.
header pendurados 690 (Foto: arte esporte)
Santos: Chiquinho, Gabriel, Ricardo Oliveira, Thiago Maia, Vladimir e Zeca

São Paulo: Edson Silva, Luis Fabiano e Renan Ribeiro.

Banco rebate Aidar e diz que dívida do São Paulo é de R$ 272 milhões


Carlos Miguel Aidar (Foto: Marcos Ribolli)
Qual o tamanho da dívida do São Paulo? O presidente do clube, Carlos Miguel Aidar, diz que é de R$ 137 milhões. Já o banco Itaú BBA, uma das principais consultorias do mercado, sustenta que o rombo é de R$ 272 milhões.
Qual o motivo dessa diferença? Consultores ouvidos pela reportagem entendem que Aidar estaria incluindo em seu cálculo apenas os débitos bancários, ignorando algumas dívidas operacionais e fiscais.
Em nota divulgada à imprensa na quarta-feira, um dia após a publicação desta reportagem, Aidar confirmou a diferença na interpretação dos números, ressaltando que "o valor de R$ 137 milhões é a dívida líquida em dezembro de 2014".
– No entanto, para efeito de gestão do clube, trabalhamos com o valor total, incluindo dívidas operacionais e tributárias, conforme detalhado em nota ontem publicada pelo próprio Itaú BBA, portanto posteriormente ao estudo inicial, no valor total de R$ 272 milhões – diz Aidar, em nota.  

Entenda o caso:

Na última sexta-feira, ao apresentar o novo plano de gestão profissional que será implantando, Aidar afirmou que a dívida do clube é muito menor do que a que havia sido falada anteriormente por ele mesmo, caindo de R$ 270 milhões para R$ 137 milhões. Mas como explicar essa redução?
Em seu discurso, o mandatário são-paulino falou apenas sobre a dívida bancária do São Paulo. Pessoas ligadas ao clube deram a seguinte explicação: o que está parcelado para pagar no futuro entra como obrigação e não como dívida. Pensamento que não é compartilhado pelo Itaú BBA, banco que anualmente faz análise dos balanços do clube e que soltou um relatório nesta terça-feira dizendo que a dívida tricolor na verdade é praticamente o dobro: R$ 272 milhões. A própria dívida bancária é maior, na análise do banco: R$ 150 milhões.
Enquanto Aidar entende como dívida apenas o que precisa ser pago aos bancos, o Itaú BBA coloca também os débitos operacionais e fiscais. O primeiro, estimado em R$ 50 milhões, é relativo ao que deve ser quitado com fornecedores, empresários que detêm direitos de jogadores e onde também está incluída a aquisição de atletas. O segundo débito, de R$ 72 milhões, inclui o atraso no pagamento de impostos, além do débito na Timemania, que hoje é estimado em R$ 53 milhões.
Dois especialistas ouvidos pela reportagem do GloboEsporte.com discordam da interpretação de Aidar
– Não importa se a dívida é vencida e não paga ou se o valor deverá ser pago no futuro. Tudo é dívida. Se eu compro um carro para pagar em três anos, eu devo. Na verdade, o que ele fez foi dar enfoque a apenas uma categoria de dívida.  Ele só falou do débito bancário pegando as dívidas de curto prazo (R$ 88 milhões), as de longo prazo (R$ 62 milhões) e, do total, subtraiu R$ 13 milhões, valor que constava em caixa no final do ano passado – disse Alex Brito, da UHY Moreira Auditores, empresa especialista em auditoria de clubes.

Para Amir Somoggi, consultor de gestão esportiva, se o valor da dívida fosse realmente de R$ 137 milhões apenas, a situação financeira do São Paulo deveria ser muito melhor.
– Na sexta-feira, o Aidar revelou um valor de receita do clube de R$ 236 milhões. Se a dívida fosse apenas a falada por ele, por que o clube, a cada mês, tem obrigações bancárias de R$ 8 milhões (empréstimos e juros)? Independentemente de a dívida ser fiscal ou operacional, ela tem de ser paga e consta como dívida. No final do ano passado, a dívida era de R$ 341 milhões. Falar que ela abaixou para R$ 137 milhões é muito complicado – ressaltou o consultor.
Somoggi, inclusive, diz que hoje é muito complicado saber a real situação do clube do Morumbi, já que é publicado apenas um balanço em abril de cada ano. 
– Uma maneira de pregar a  transparência seria fazer como o Flamengo, que publica um balanço a cada três meses. Dessa maneira, poderíamos ter uma noção exata – afirmou.
A reportagem do GloboEsporte.com tentou contato durante toda a manhã desta terça-feira com o vice-presidente de administração e finanças do clube, Osvaldo Vieira de Abreu, mas não teve retorno. Também tentou contato com pessoas ligadas ao Instituto Áquila, empresa que fez o plano de gestão que será usado por Aidar, mas também não obteve sucesso. 

Confira a dívida total dos clubes, segundo análise do Itaú BBA*:

1º Flamengo R$ 625 milhões
2º Botafogo R$ 624 milhões
3º Vasco R$ 523 milhões
4º Atlético-PR R$ 496 milhões
5º Fluminense R$ 391 milhões
6º Atlético-MG R$ 378 milhões
7º Internacional R$ 296 milhões
8º Corinthians R$ 288 milhões
9º São Paulo R$ 272 milhões
10º Santos R$ 262 milhões
11º Grêmio R$ 256 milhões
12º Palmeiras R$ 248 milhões
13º Cruzeiro R$ 223 milhões
14º Coritiba R$ 199 milhões
15º Bahia R$ 185 milhões
16º Náutico R$ 126 milhões
17º Avaí R$ 59 milhões
18º Figueirense e Sport R$ 58 milhões
19º Goiás R$ 57 milhões
20º Vitória R$ 34 milhões
21º Ponte Preta R$ 30 milhões
22º Joinville R$ 16 milhões
23º Criciúma R$ 5 milhões