segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Natel quer ser presidente em 2017, nega traição a Leco e não rejeita Abílio


Roberto Natel, ex-vice-presidente do São Paulo, no estádio do Morumbi (Foto: Rubens Chiri / São Paulo FC)
Roberto Natel deixou o São Paulo nesta sexta-feira. A reunião com o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, no Morumbi, serviu apenas para sacramentar uma decisão dada como concretizada nos bastidores desde terça-feira. A saída do ex-vice-presidente tem um motivo claro: ele quer ser presidente do Tricolor em 2017. 
Por isso, Natel preferiu se afastar da gestão imediatamente para começar a trabalhar na candidatura para a eleição de abril, que, segundo ele, depende mais dos outros do que dele próprio.
– Quero me candidatar. Se lá na frente puder ser candidato à presidência, eu gostaria. Como sei que em abril ele (Leco) será, fica incompatível (continuar). Estaria traindo. Não faço isso. Prefiro trabalhar do que usar o benefício do cargo para viabilizar algo. Não quer dizer que serei (candidato). Não depende de mim, e sim das pessoas – disse.
Agora, nas palavras do próprio Natel, Leco terá uma sombra na situação. O ex-vice descarta ser um segundo candidato do grupo situacionista, pois não quer dividir as forças da sua ala política. Ele só aceitaria concorrer ao pleito de 2017 se vencesse uma prévia com Leco, ou se a oposição não lançar um candidato. Ou seja, concorreria só com o próprio Leco.
Natel descarta se aliar à oposição do Tricolor, mas não rejeita um possível apoio do megaempresário são-paulino Abílio Diniz, atualmente oposição à gestão do presidente Leco. Ele também não foge da responsabilidade pela situação do time, 12º colocado do Brasileirão e quatro pontos acima da zona de rebaixamento.
Logo depois de confirmar a saída do São Paulo, Roberto Natel atendeu o e deu sua primeira entrevista fora do clube. Confira abaixo:
Roberto Natel: Minha definição para sair vem de um ou dois meses atrás. Quando entrei na sala para definir com o Leco, antes de sair havia saído uma reportagem conturbada de que estávamos brigando, o que não é verdade. Estava em um cargo de alta confiança. Tenho um desejo, não é o mesmo do presidente. Quero realizar meus sonhos, que não são os mesmos do presidente. Não poderia estar no cargo, porque não seria correto. Eu e Leco somos muito amigos, continuo fazendo parte da situação. Não fujo da responsabilidade, não pulo fora do barco, porque continuo fazendo parte da situação, mas não seria certo continuar num cargo sem ter os mesmos desejos do presidente. Vou seguir minha vontade por um São Paulo forte, com profissionalismo. Não tem muito o que falar. Estamos na dificuldade e não fujo da minha responsabilidade.

Análise: falta de qualidade individual freia trabalho coletivo do São Paulo


Linhas de marcação do São Paulo contra o Flamengo (Foto: Reprodução)

A boa notícia para o São Paulo: ter jogado de igual para igual contra o Flamengo, vice-líder do Campeonato Brasileiro e dono da melhor campanha do segundo turno, resultado de um trabalho coletivo bem feito, uma organização defensiva capaz de neutralizar as virtudes do adversário. O meio-campo marcou no 4-3-3 até o Flamengo passar para o ataque. Então, Cueva e Kelvin ajudavam a compor um quinteto de marcação.
A má notícia para o São Paulo: a dificuldade de criar e fazer gols passa por algo que Ricardo Gomes, embora tenha assumido a responsabilidade de melhorar esse aspecto, não tem como interferir: a falta de qualidade e/ou personalidade dos meio-campistas e atacantes da equipe.
Chavez, bom centroavante para times que estão mal na tabela, foi exemplo de dedicação. Saiu da área para o lado esquerdo, onde inclusive se habituou a jogar no Boca Juniors, e criou buracos para ninguém de meio aproveitar. Também surgiu "do nada" para recuperar bolas e evitar contra-ataques do Flamengo.
Mas... O problema de times limitados é que sempre há um "mas". Chavez tinha que ter coroado sua atuação dedicada com uma pontinha de talento que faltou ao sair cara a cara com Alex Muralha, goleiro da Seleção que defendeu chute previsível, telegrafado e fraco

sábado, 1 de outubro de 2016

Sem reviravolta: Leco aceita pedido, e vice-presidente está fora do São Paulo


Roberto Natel supervisiona reconstrução da sede social do São Paulo (Foto: Marcos Guerra)
Roberto Natel não é mais vice-presidente do São Paulo. O dirigente teve a saída definida em encontro com o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, em reunião na tarde desta sexta-feira, no Morumbi. O desligamento divide as forças políticas do grupo da situação, apesar de o agora ex-vice ter afirmado nos bastidores que não vai se aliar aos opositores de Leco
A saída de Natel acelera o processo eleitoral do pleito de abril de 2017. Diretores acreditam que ele poderá concorrer com Leco à candidatura à presidência pela situação.
Nas últimas semanas, o dirigente conversou com diferentes coordenadores de grupos políticos do São Paulo para testar sua aprovação. Ele queria disputar uma espécie de eleição prévia com Leco, com quem mediria força política, opção descartada pelo mandatário. 
Natel havia falado em entregar o cargo a Leco em encontro na última terça-feira, quando diferentes pessoas do clube confirmaram ao GloboEsporte.com a saída do dirigente. Cerca de duas horas depois de a informação ser publicada, o Tricolor procurou a reportagem para dizer que Natel continuaria. O clube citou um erro interno de comunicação.
MAIS: Além de lidar com "saída" de vice, Leco sofre derrota política no São Paulo
A reviravolta se deu por um movimento de bastidores. Depois de Natel comunicar a Leco sua intenção de sair, aliados do presidente entraram em ação para tentar fazê-lo reconsiderar a ideia. Por isso, Leco e Roberto voltaram a se encontrar nesta sexta-feira. Antes disso, porém, a decisão de não contar mais com Natel já havia sido tomada pelo presidente.
Leco entende que o vice não estava mais 100% alinhado a atual gestão. O presidente julga ser necessário ter pessoas totalmente comprometidas, em meio ao momento ruim do futebol. O time está a quatro pontos da zona de rebaixamento do Brasileirão e foi eliminado pelo Juventude da Copa do Brasil. 
Eleito em outubro de 2015 para substituir Carlos Miguel Aidar em mandato tampão, Leco não abre mão de disputar a reeleição de abril. Além dessa divergência, Natal reclama de ter sido deixado à parte sobre decisões importantes do clube. Um exemplo foi a saída de Gustavo Vieira de Oliveira e a contratação de Marco Aurélio Cunha para o cargo de diretor-executivo. 
Veja a nota oficial do São Paulo sobre o assunto
"O São Paulo FC comunica que na tarde desta sexta-feira (30) o conselheiro Roberto Rhormens Natel solicitou destituição do cargo de Vice-Presidente da Diretoria alegando razões pessoais. O Presidente Carlos Augusto de Barros e Silva agradece pelos serviços prestados."

São Paulo entra em campo para pegar o Flamengo com nove pendurados


Kelvin São Paulo treino (Foto: Site oficial/São Paulo)
O São Paulo entra em campo com duas preocupações neste sábado, quando enfrenta o Flamengo, às 16h (de Brasília), no Morumbi, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. A primeira é voltar a vencer após dois jogos na competição. A segunda é com o alto número de jogadores pendurados com dois cartões amarelos. São nove no total: Chavez, Carlinhos, Cueva, Hudson, Kelvin, Lugano, Lyanco, Maicon e Wesley.
Quem for advertido vira desfalque no complicado jogo da próxima quarta-feira, contra o Sport, na Ilha do Retiro, no Recife. Será um duelo de duas equipes que contra o rebaixamento. E o último triunfo do Tricolor como visitante foi no dia 7 de agosto, contra o Santa Cruz, por 2 a 1.
Entre os possíveis desfalques, alguns causam mais preocupação. Chavez, por exemplo, não faz um gol há quatro jogos, mas já tem sete tentos na temporada. Se ele tomar o cartão amarelo contra o Flamengo, o técnico Ricardo Gomes terá de recorrer contra o Sport a Gilberto, que ainda não justificou sua contratação. Teve apenas uma chance como titular, sem gol. Kelvin é outro titular que praticamente não tem substituto, já que o garoto Luiz Araújo ainda carece de maior regularidade em campo.

No aniversariante Morumbi, São Paulo encara a irregularidade e o Flamengo


Morumbi São Paulo (Foto: Fernando Vidotto)
O Morumbi precisa fazer a diferença a favor do São Paulo neste sábado, às 16h (de Brasília), quando a equipe tricolor recebe o Flamengo tendo que vencer para se afastar da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro – começa a 28ª rodada a quatro pontos do Z-4.
A um dia do aniversário de 56 anos do estádio Cícero Pompeu de Toledo, a esperança é que o elenco tenha inspiração para voltar a vencer após três rodadas de insucessos em jogos fora de casa – duas derrotas pelo Brasileirão e a eliminação na Copa do Brasil.
No Morumbi, a equipe já disputou 13 partidas neste Brasileirão: foram seis vitórias, três empates e quatro derrotas, com aproveitamento de 53,8%. Os dois últimos triunfos, aliás, que ajudaram a equipe a respirar na tabela, aconteceram em casa, contra Figueirense e Cruzeiro.
Ricardo Gomes comandará a equipe pela décima vez desde que foi contratado e, em busca do time ideal, mudará os titulares pela nona vez. Desta vez, a aposta é no esquema mais ofensivo, com três homens de frente na terceira linha: Kelvin, Cueva e Carlinhos, que, apesar de ser lateral-esquerdo de origem, cresceu de rendimento quando passou a ser utilizado mais adiantado. Na avaliação do treinador, ele tem bom cruzamento e também boa finalização.
A formação com três volantes não será utilizada, já que Wesley ficará como opção no banco de reservas. Hudson e Thiago Mendes desta vez atuarão lado a lado no meio-campo, com o segundo tendo um pouco mais de liberdade para subir. O treinador tem conversado muito com seus volantes, pedindo que eles participem mais ofensivamente do jogo.

Natel quer ser presidente em 2017, nega traição a Leco e não rejeita Abílio


Roberto Natel, ex-vice-presidente do São Paulo, no estádio do Morumbi (Foto: Rubens Chiri / São Paulo FC)
Roberto Natel deixou o São Paulo nesta sexta-feira. A reunião com o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, no Morumbi, serviu apenas para sacramentar uma decisão dada como concretizada nos bastidores desde terça-feira. A saída do ex-vice-presidente tem um motivo claro: ele quer ser presidente do Tricolor em 2017. 
Por isso, Natel preferiu se afastar da gestão imediatamente para começar a trabalhar na candidatura para a eleição de abril, que, segundo ele, depende mais dos outros do que dele próprio.
– Quero me candidatar. Se lá na frente puder ser candidato à presidência, eu gostaria. Como sei que em abril ele (Leco) será, fica incompatível (continuar). Estaria traindo. Não faço isso. Prefiro trabalhar do que usar o benefício do cargo para viabilizar algo. Não quer dizer que serei (candidato). Não depende de mim, e sim das pessoas – disse.
Agora, nas palavras do próprio Natel, Leco terá uma sombra na situação. O ex-vice descarta ser um segundo candidato do grupo situacionista, pois não quer dividir as forças da sua ala política. Ele só aceitaria concorrer ao pleito de 2017 se vencesse uma prévia com Leco, ou se a oposição não lançar um candidato. Ou seja, concorreria só com o próprio Leco.
Natel descarta se aliar à oposição do Tricolor, mas não rejeita um possível apoio do megaempresário são-paulino Abílio Diniz, atualmente oposição à gestão do presidente Leco. Ele também não foge da responsabilidade pela situação do time, 12º colocado do Brasileirão e quatro pontos acima da zona de rebaixamento.
Logo depois de confirmar a saída do São Paulo, Roberto Natel atendeu o GloboEsporte.com e deu sua primeira entrevista fora do clube. Confira abaixo:
GloboEsporte.com: Por que decidiu sair do São Paulo?
Roberto Natel: Minha definição para sair vem de um ou dois meses atrás. Quando entrei na sala para definir com o Leco, antes de sair havia saído uma reportagem conturbada de que estávamos brigando, o que não é verdade. Estava em um cargo de alta confiança. Tenho um desejo, não é o mesmo do presidente. Quero realizar meus sonhos, que não são os mesmos do presidente. Não poderia estar no cargo, porque não seria correto. Eu e Leco somos muito amigos, continuo fazendo parte da situação. Não fujo da responsabilidade, não pulo fora do barco, porque continuo fazendo parte da situação, mas não seria certo continuar num cargo sem ter os mesmos desejos do presidente. Vou seguir minha vontade por um São Paulo forte, com profissionalismo. Não tem muito o que falar. Estamos na dificuldade e não fujo da minha responsabilidade.

São Paulo não libera David Neres para disputar torneio pela seleção sub-20


David Neres São Paulo (Foto: Erico Leonan - site oficial do São Paulo FC)
Promessa do time sub-20, o atacante David Neres ainda não estreou pela equipe profissional do São Paulo, mas isso está próximo de acontecer. Tanto que a diretoria não aceitou liberar o jogador para a seleção brasileira sub-20 que disputará um torneio na cidade de Talca, no Chile. A competição é preparatória para o Sul-Americano da categoria, que será disputado no ano que vem.
A ideia do técnico Rogério Micale era convocar o jogador ao lado do goleiro Lucas Perri e dos zagueiros Lyanco e Eder Militão, mas o Tricolor não quis saber de ficar sem o atacante por tanto tempo. Ele se apresentaria no dia 2 de outubro, na Granja Comary e, se o Brasil for até a final da competição, ele ficaria fora até o final do mês.
Para ganhar experiência, o jogador tem sido constantemente relacionado para os jogos do Campeonato Brasileiro pelo técnico Ricardo Gomes, mas ainda não ganhou uma chance de jogar.  Isso poderá acontecer nas próximas rodadas.