sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Kaká explica como mudou o Tricolor e se despede: “Melhor do que pensei”


Entrevista Kaka (Foto: Marcos Ribolli)
A torcida do São Paulo passou quatro meses cantando que “o Kaká voltou”. Passou rápido. E ele já se vai novamente, rumo ao Orlando City, novo clube dos Estados Unidos que o emprestou ao Tricolor. Com menos jogos, gols e assistências do que a média de sua carreira (três anotados em 24 partidas), mas ovacionado pelos torcedores. Muitos deles, os mesmos que o vaiaram em 2003. Foi um acerto de contas.
Kaká também não ganhou títulos, mas é considerado insubstituível por Muricy Ramalho e pelos demais jogadores. Mas o que tornou tão forte e especial essa segunda passagem do meia pelo São Paulo?
- Em relação a números, não foi das melhores, mas pude ver que futebol não é só bola. Transcende gols e assistências. O torcedor conseguiu ver toda minha dedicação, minha luta, meu esforço em campo e o orgulho de vestir novamente a camisa do São Paulo.
Não há ninguém no CT da Barra Funda que negue a importância do craque. Para os mais velhos, como Rogério Ceni, ele foi um companheiro e tanto, principalmente com o surgimento da turma do carteado. Sua chegada e a de Alan Kardec tornaram o baralho o maior elo de amizade entre eles, o goleiro, e jogadores como Paulo Henrique Ganso e Souza.
Aos mais jovens, Kaká deu exemplo. Uma liderança diferente da de Ceni, por exemplo. Mais platônica. Ao contrário do capitão, que esteve sempre ali no CT da Barra Funda, sob seus olhares, os garotos só usavam Kaká no vídeo game, desde que ele foi eleito melhor jogador do mundo em 2007. De repente, tabelavam com ele.
Uma cumplicidade que dá ao jogador a certeza em afirmar que sua passagem pelo Morumbi foi muito melhor do que ele podia imaginar. Foi a última? Possivelmente, mas ele faz questão de deixar portas abertas antes de começar a cumprir o contrato de três anos com o Orlando City. Uma “aventura”, segundo o próprio Kaká, mas bem ambiciosa.
Antes de iniciar as férias, que serão divididas entre a capital paulista e os Estados Unidos, Kaká fez ao GloboEsporte.com, em 20 minutos, uma análise dos últimos meses e do que projeta para os próximos anos, além de críticas ao calendário brasileiro e elogios ao ex-companheiro Cristiano Ronaldo.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Muricy descarta sub-20 e vai usar time titular em boa parte do Paulistão 2015


Muricy volta ao São Paulo (Foto: Agencia Estado)
Treinador diz que mesclará a equipe em algumas rodadas, mas pretende utilizar o estadual para moldar a formação base do Tricolor que disputará a Libertadores A ideia da diretoria do São Paulo em disputar o Campeonato Paulista apenas com jogadores das categorias de base não será acatada plenamente pelo técnico Muricy Ramalho. O treinador quer usar o torneio estadual para dar entrosamento ao time que será titular na Taça Libertadores, principal alvo do Tricolor em 2015. 
A comissão técnica planeja mesclar novatos e reservas em algumas partidas, mas não abre mão de testar a primeira equipe, sobretudo pelas mudanças que ela sofrerá. Muricy pediu a contratação de um zagueiro e um lateral-direito. Além disso, não contará com Kaká, que se apresentará ao Orlando City para disputar a Major League Soccer. 
- Não vamos deixar o Paulistão totalmente de lado. Às vezes, vamos colocar o time misto e o principal. Precisamos levar a sério. Quando o São Paulo entra em campo, ninguém quer saber. Mas a prioridade é a Libertadores -  afirmou o treinador. 
O grande obstáculo para usar o Paulistão como laboratório é o número limitado de inscrições, novidade criada pela Federação Paulista de Futebol. De acordo com o regulamento da competição, os clubes podem colocar no torneio apenas 28 jogadores. Por isso, poucos garotos vindos das categorias de base devem ganhar uma chance.
Muricy promoverá um rodízio para evitar que alguns jogadores sofram lesões logo no início da temporada, como aconteceu durante a maratona de jogos no segundo semestre de 2014. Apenas o goleiro Rogério Ceni deve atuar com mais frequência. 
O São Paulo estreia no Campeonato Paulista no dia 1º de fevereiro, contra o Penapolense, às 17h, no estádio Tenente Carriço, em Penápolis. 

Souza ignora grupo da morte e não teme possível clássico: "Indiferente"


Souza São Paulo (Foto: site oficial / saopaulofc.net)
São Paulo pode pegar Corinthians ou Internacional na fase de grupos da Libertadores. San Lorenzo, da Argentina, e Danubio, do Uruguai, completam a chave O volante Souza garante que o “grupo da morte” da Taça Libertadores não preocupa o São Paulo. O Tricolor caiu na chave com o atual campeão San Lorenzo, da Argentina, e Danubio, do Uruguai. A outra vaga será preenchida por Internacional, Corinthians ou uma equipe colombiana que disputará a fase prévia contra um dos brasileiros. 
– O grupo é bom. É o grupo que, se eu pudesse, escolheria. São bons jogos, importantes e difíceis. O fator positivo são as viagens próximas. Não tem jogo fácil. O São Paulo tem muita tradição. As equipes que estão olhando esse grupo também vão temer o São Paulo. Agora é descansar e voltar com força máxima para dar esse título à torcida – afirmou. 
O marcador não mostra preocupação com a possibilidade de encarar o rival Corinthians logo na primeira fase da Libertadores. Para que isso aconteça, o Alviengro precisa terminar o Brasileirão na quarta posição e depois eliminar o representante colombiano – provavelmente Santa Fé ou Once Caldas.
 – Para mim, é indiferente. Antes de enfrentar Corinthians ou Internacional, esse time tem de passar por um colombiano. Viajar é desgastante. Não faz diferença. Quero que o São Paulo se prepare – ressaltou.
No ano passado, o São Paulo teve problemas em um grupo teoricamente mais fácil. O Tricolor só se classificou na última rodada na chave com Atlético-MG, Arsenal e The Strongest.
– Eu gosto, particularmente. Tudo gira em torno desse grupo, o grupo da morte. Você divide a responsabilidade, são clássicos. Vai ser bom para todo mundo. Jogador quer participar de jogos importantes. Se não pegássemos um adversário forte na primeira fase, pegaríamos na segunda. Isso vai nos forçar a fazer uma preparação ainda melhor. 

Muricy crê que pressão será maior em 2015: "Temos de ganhar títulos"


Muricy Ramalho São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)
Após reformular o elenco em 2014 e terminar o Brasileirão em segundo, treinador diz que cobrança sobre o elenco por conquista de torneios aumentará no próximo ano O São Paulo subiu de produção no segundo semestre, entrosou o time, mas não conseguiu títulos. O Tricolor fecha o ano com o vice-campeonato brasileiro e tendo parado nas semifinais da Copa Sul-Americana. Depois de passar boa parte da temporada falando sobre a reformulação que o elenco passou, o técnico Muricy Ramalho agora vê o Tricolor obrigado a conquistar taças no próximo ano.
– Esse ano foi tudo bem por causa da reformulação (do elenco), a torcida apoiou, mas agora precisamos de títulos. Todo mundo vai ser mais cobrado – afirmou. 
Muricy acredita que o São Paulo teria se aproximado do Cruzeiro se o time considerado titular tivesse atuado mais tempo junto . Algumas peças importantes só passaram a atuar no segundo semestre. São os casos do zagueiro Rafael Toloi, que estava emprestado ao Roma, além dos contratados Alan Kardec, Kaká e Michel Bastos. 
O crescimento do Tricolor é comprovado com os números. O clube divide com o Cruzeiro a liderança do segundo turno do Brasileirão, com 34 pontos, um a mais que o Corinthians – ainda resta uma partida, contra o Sport, domingo, em Recife. Na primeira metade do torneio,  o time conseguiu 36 pontos em 19 rodadas. 
O treinador entende que o São Paulo começa 2015 em uma outra condição. Da equipe considerada titular, Muricy só deve perder Kaká, que retorna ao Orlando City, dos Estados Unidos. A vaga, porém, está praticamente preenchida. Michel Bastos teve bom rendimento jogando no meio de campo e deve assumir a posição.
A diretoria também procura reforços para disputar a Taça Libertadores no primeiro semestre, mas nenhum que mudará tanto a estrutura do time. Os alvos são um zagueiro que atue pelo lado esquerdo, um lateral-direito e um atacante de velocidade. 
– Vai ser muito melhor, porque no começo desse ano foi só pepino. Tínhamos 12 jogadores insatisfeitos, e nós também estávamos insatisfeitos com eles. Então, era horrível. Perdemos tempo com isso. Agora, temos uma base. 

Possível clássico na Libertadores já mexe com cartolas de Tricolor e Timão


Sorteio Conmebol Libertadores 2015 (Foto: AP)

Rivalidade no ar: dirigentes de Corinthians e São Paulo brincam após sorteio na Conmebol, mas evitam jogar o "Majestoso" antes de hora Se as atuais posições no Campeonato Brasileiro forem mantidas na última rodada, Corinthians e São Paulo podem se enfrentar duas vezes na fase de grupos da próxima Libertadores.
O Corinthians está em quarto lugar, com os mesmos 66 pontos do Inter, mas com duas vitórias a menos. Quem terminar na frente estreia direto na fase de grupos da Libertadores, num grupo com Emelec e dois rivais a serem definidos.
Quem ficar em quarto joga o mata-mata que antecede a fase de grupos contra um rival da Colômbia. Se passar, cai no "grupo da morte", com São Paulo, o atual campeão San Lorenzo e o uruguaio Danubio.
Assim que acabou o sorteio que determinou a possibilidade de um duelo entre Corinthians e São Paulo, os representantes dos dois clubes - Edu Gaspar pelo Timão e Gustavo Vieira de Oliveira pelo Tricolor - deixaram juntos o salão onde ocorreu o evento, passaram pela área de entrevistas, se abraçaram, conversaram em privado e sorriram, como se soubessem que vão encarar dois confrontos históricos no primeiro semestre de 2015.
Mas nenhum dos dois quis comentar abertamente o duelo - até porque, hoje, é apenas uma possibilidade a ser confirmada no sábado, quando o Corinthians recebe o Criciúma e o Inter visita o Figueirense. Mas a rivalidade estava ali, palpável.

- Podemos encontrar o São Paulo lá na frente, é verdade, mas não estamos pensando nisso agora. Não muda a nossa determinação de vencer o jogo do sábado e tentar terminar o Campeonato Brasileiro da melhor forma possível - disse Edu Gaspar, gerente de futebol do Corinthians.

Gustavo Vieira de Oliveira, gerente de futebol do São Paulo, também tentou esfriar o "Majestoso" e comentar mais os rivais que ele já sabe que vai enfrentar: o San Lorenzo e o Danubio.

- Para nós começa quente, né? O atual campeão e depois a possibilidade de ter o Corinthians. Mas na Libertadores nunca dá para esperar um grupo fácil. Os outros também têm de ficar preocupados de jogar contra o São Paulo.

Apesar da qualidade dos rivais, o dirigente são-paulino demonstrou alívio com a ausência de tradicionais armadilhas extracampo da Libertadores, como viagens longas e altitude - as duas viagens já certas para o São Paulo serão para o Uruguai e a Argentina.

São Paulo volta a negociar com Under Armour para substituir Penalty


Carlos Miguel Aidar, presidente do São Paulo, exibe uniforme da Penalty para Rogério Ceni
Carlos Miguel Aidar, ele próprio responsável por negociar a provável troca de fornecedora de materiais esportivos do São Paulo para a próxima temporada, abriu nova negociação com a Under Armour. Hoje o presidente são-paulino conversa diretamente com executivos de Baltimore, nos Estados Unidos, onde está sediada a matriz da empresa americana, para que a marca substitua a Penalty.

As tratativas com a Under Armour tinham acabado em agosto. A filial brasileira começou a negociar com o São Paulo no primeiro trimestre, logo depois de anunciar sua chegada oficial ao Brasil. Também com o interesse da Puma, Aidar fazia leilão e pedia, a cada rodada de reuniões, luvas e patrocínio mais altos. As conversas se estenderam por meses até que a Under Armour brasileira topou as condições do cartola e fez proposta oficial no início de agosto que expirava no término daquele mês. O clube enrolou e não a respondeu. Os executivos brasileiros, desiludidos, tiraram o time de campo e encerraram negociações.

Depois disso o presidente são-paulino passou a tratar diretamente com a matriz da empresa, em Baltimore, nos Estados Unidos. A operação brasileira não participa mais do processo.

Oficialmente, ninguém se pronuncia. Aidar escreveu ao blog que a cláusula de confidencialidade presente no contrato com a Penalty o impede de falar sobre fornecimento de materiais esportivos. Demais vice-presidentes, diretores e gerentes do clube alternam entre duas respostas: “não podemos nos manifestar devido à cláusula de confidencialidade”, alinhados ao presidente, e “cumpriremos até o fim nosso contrato com a Penalty”, válido até dezembro de 2015. O assunto virou tabu no São Paulo.

O novo leilão de Aidar entre Under Armour e Puma acontece em meio a mais um desgaste da relação com a Penalty. Durante parte de 2014, a fabricante atrasou pagamentos e esteve muito próxima de ter seu contrato rescindido pelo clube. Quando quitou a dívida, a situação melhorou. Depois, ao divulgar comunicado sobre a aposentadoria de Rogério Ceni, voltou a irritar a diretoria são-paulina e, de quebra, incomodou o ídolo, que decidiu renovar contrato e jogar até o fim da Libertadores de 2015.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Ceni revela papo com Denis e projeta sucesso do reserva "por dez anos"


Ceni goleiros São Paulo (Foto: site oficial / saopaulofc.net)
Com a experiência de quem "esquentou banco" na época de Zetti, capitão receita paciência e diz que colega precisa aproveitar todos os momentos para aprender algo Com a renovação de contrato de Rogério Ceni, que assinou novo vínculo com o São Paulo até agosto de 2015, Denis terá de aguardar mais algum tempo para assumir o posto de principal goleiro da equipe do Morumbi. Ceni sabe disso e mostrou se importar com o sentimento do reserva.
Com a experiência de quem viveu situação parecida na década de 90, o camisa 1 do São Paulo já conversou com o seu reserva imediato para pedir que ele não perca o foco.

Ceni ficou por quatro anos na reserva de Zetti e diz que Denis tem qualidade suficiente para ter, no mínimo, uma década de sucesso como goleiro do São Paulo.

– Eu conversei com ele no dia seguinte, o Muricy conversou, a psicóloga conversou. Nosso relacionamento entre os goleiros é muito bom, apesar de só jogar um. Fui quatro anos esperando na reserva do Zetti, mesmo sentindo que estava pronto para jogar. E o Denis vive essa situação. Ele tem muita qualidade e é novo, tem 27 anos. O Muricy já disse que ninguém será contratado. Serão apenas alguns meses para tentarmos fazer algo na Libertadores – afirmou.

Para o capitão tricolor, Denis precisa aproveitar todos os momentos para ganhar experiência e criar bagagem suficiente para manter o foco e o nível das atuações assim que ganhar a chance de seguir atuando.

– Para mim, cada dia foi um aprendizado com o Zetti. Eu, Denis, Renan e Léo temos ótimo relacionamento, conversamos sobre tudo.  Analisando o Denis que chegou há cinco anos, vejo que ele evoluiu demais na reposição de bola, no posicionamento, no trabalho com os pés. Uma coisa que o ajuda também é que ele é de uma geração da medicina avançada. Como ele tem 27, poderá tranquilamente jogar até os 41 – analisou Ceni.


Na reta final do Campeonato Brasileiro, apesar do São Paulo já ter vaga garantida, Ceni não quer descanso. No domingo, contra o Sport, em Recife, o camisa 1 tem presença garantida..