segunda-feira, 2 de março de 2015

BASTIDORES: SÃO PAULO X DANUBIO

São Paulo terá time de futebol feminino e negocia também para voltar ao vôlei

O São Paulo montará um time de futebol feminino para a temporada de 2015. O clube tem R$ 2 milhões no orçamento, dinheiro que vem de quatro patrocinadores de camisa para a equipe, que vai atuar em Barueri e pretende trocar ingressos por alimentos não perecíveis. O diretor comercial Marcelo Pepe afirma que jogadoras das seleções argentina e colombiana farão parte do grupo. Segundo ele, haverá ações sociais ligadas específicas no uniforme, como prevenção de doenças como o câncer de mama e combate à violência contra a mulher.

Além do futebol feminino, o São Paulo terá uma equipe de futsal – com sede em São Bernardo do Campo – e outra de futebol de sete já confirmadas. Pepe revelou ao blog que também negocia para ter um time de vôlei feminino. O departamento comercial do clube pretende estender parcerias para que os esportes olímpicos não acabem no fim do ano.

"De volta" ao São Paulo, Wesley vê time na rota dos títulos e promete luta


Wesley São Paulo (Foto: Divulgação SPFC)
Vida de jogador dá muitas voltas. Que o diga o volante Wesley, que teve sua contratação anunciada pelo São Paulo neste domingo. Quando era garoto e ainda sonhava ser jogador de futebol, o atleta fez um teste no Tricolor e foi reprovado. Ele acabou conseguindo espaço no Santos e também defendeu Atlético-PR, Werder Bremen e Palmeiras. “De volta” ao Tricolor, ele esbanja otimismo e projeta sucesso ao lado dos companheiros.
- Hoje estou podendo chegar ao clube e tenho certeza de que, com a ajuda dos companheiros, tudo vai dar certo – afirmou o meio-campista, em entrevista à São PauloTV.
Wesley vê o São Paulo na rota dos títulos, principalmente pela qualidade do elenco e por tudo que foi mostrado no ano passado, quando o time teve um grande segundo semestre e conquistou o vice-campeonato brasileiro.
 - Vejo um São Paulo forte. É uma equipe que mantém um nível técnico elevado, sempre entra numa competição sonhando alto. Estou realizando um sonho. Sei da grandeza, sei da história e espero corresponder da melhor maneira – disse.
O meio-campista disse que o torcedor são-paulino pode esperar um jogador altamente motivado para ajudar.
- O São Paulo tem uma camisa pesada e estou com muita disposição. Quero honrar o manto, conquistar os títulos, só assim que o jogador marca o nome na história do clube – finalizou.

Muricy Ramalho revela que vai parar por três meses no final da temporada


Muricy Ramalho São Paulo (Foto: Site oficial do SPFC)
Muricy Ramalho vai dar uma pausa na carreira no final da temporada 2015. O técnico revelou, em entrevista ao "Diário de S. Paulo", que vai parar, por no mínimo três meses, para descansar e ficar com a família. Mas não vai se aposentar.
- Vou dar um tempo, mas não vou parar. Preciso ficar com a minha mulher, meus filhos, ir pra Ibiúna, para a praia. No mínimo, uns três meses. É claro que pode chegar uma baita proposta maluca no fim do ano, mas meu pensamento é de parar, até para cuidar da minha saúde - disse o treinador.
O contrato de Muricy com o São Paulo vai até o final do ano. Caso não seja renovado, o Tricolor precisará buscar um novo comandante. Uma opção seria promover o goleiro Rogério Ceni, que já declarou várias vezes que quer ser treinador. Muricy comentou sobre a possibilidade do camisa 1 assumir o cargo.
- Eu acho até que, se o chamarem, ele pega, mas não é o certo, não. Já vi vários técnicos começarem desse jeito e não durarem nada. Se ele pedisse meu conselho, eu diria que tem de se preparar, estudar. E é o que ele tem dito que pretende fazer - comentou o comandante.
O técnico falou também sobre a relação com o presidente Carlos Miguel Aidar. Após constantes cobranças do mandatário Tricolor, o clima entre os dois ficou pesado, principalmente após a derrota por 2 a 0 para o Corinthians, na estreia do São Paulo na Libertadores. Muricy garante que a situação já está resolvida. 
- Ele é o presidente, eu sou o treinador e a gente tem que se dar bem. Se ele não está satisfeito, que me mande embora. O que não dá é pra ficar nesse meio-termo. Mas eu falei umas coisas pra ele e ele também. Deu pra ver que está tudo resolvido, apesar de existirem uns caras no meio que sempre inflam as coisas - falou o técnico.

São-paulinos dizem que campo ruim e calor em Rio Claro atrapalharam time


Alexandre Pato São Paulo (Foto: Rubens Chiri /  site oficial SPFC)
Forte calor e gramado ruim. Esses foram as dificuldades mais comentadas pelos jogadores do São Paulo após o empate por 0 a 0 com o Rio Claro, neste domingo, pela sétima rodada do Campeonato Paulista. O resultado interrompeu uma sequência de vitórias do time comandado por Muricy Ramalho, mas manteve a equipe na liderança do Grupo 1, com 17 pontos, três a mais que o Mogi Mirim.
– Estava muito calor, o campo não facilitava jogar pelo chão também. Eles estavam fechando a marcação. Tínhamos de ter tentado explorar os cruzamentos, mas não foi possível. Agora, vamos trabalhar para corrigir os erros – afirmou o atacante Alexandre Pato, que foi substituído no segundo tempo.
O atacante Alan Kardec seguiu pela mesma linha de raciocínio.
– Não perdemos o jogo. Foi difícil, porque o Rio Claro se defendeu bem. Enfrentamos dificuldades com o campo, mas não serve como desculpa. Tivemos mais posse de bola, conseguimos trocar passes, mas não conseguimos agredir a equipe deles. Agora vamos levantar a cabeça, porque temos de continuar trabalhando – analisou o camisa 14, que criou a melhor chance de gol do time, no segundo tempo. O gol só não saiu porque Richard fez boa defesa.
O Tricolor agora terá uma semana para se preparar para sua próxima partida pelo Campeonato Paulista, marcada para o próximo domingo, às 16h, contra o Corinthians, no Morumbi. Para esse confronto, Alexandre Pato é desfalque, já que não pode enfrentar seu ex-time devido a uma cláusula contratual.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Gols, proposta, apoio das torcidas... Pato e Jadson vivem auge após troca


Festa Campeonato Paulista Paulistão 2013 Jadson Pato (Foto: Marcos Ribolli)
O são-paulino Alexandre Patoe o corintiano Jadson nunca viveram momentos tão bons nos novos clubes desde a polêmica troca realizada em fevereiro de 2014 como agora. Mais do que nunca a negociação que fez meia e atacante trocarem de clubes rivais se mostra boa para todos os lados. 
A última quarta-feira deixou isso evidente. Antes perto de deixar o Corinthians para o Jiangsu Sainty, da China, Jadson repensou a saída, recusou o salário de cerca de R$ 500 mil da equipe chinesa e anunciou pela tarde seu "fico" no Timão. De noite, Pato, estreando pelo Tricolor na Libertadores, mostrou porque merece ser o titular absoluto do ataque são-paulino e comandou a goleada por 4 a 0 sobre o Danubio, com dois gols. Ele é o artilheiro do time no ano, com oito gols (seis no Paulista, campeonato no qual também é o goleador, e dois na Libertadores).
– Queria falar aos mais de 30 milhões de loucos que aqui é Corinthians – escreveu Jadson, em uma rede social. 
– Para mim não importa o que ele faz lá. O que importa para mim é o São Paulo. Tem diferenças. Cada um joga em uma posição. Ele é meia e eu sou atacante. Estou feliz pelo meu momento e tenho de fazer o que sei, que é jogar futebol. Agradeço ao São Paulo – disse Pato, após a noite de gala no Morumbi.
Antes de viver esses momentos nos novos clubes, Pato e Jadson tiveram dificuldades. A trajetória dos dois sofreu uma reviravolta só no início deste ano. Coincidentemente, atacante e meia não eram usados nos respectivos times titulares de Muricy Ramalho e Tite durante os primeiros treinos da pré-temporada. Pato era uma das últimas opções no ataque em que Luis Fabiano, Alan Kardec e até Cafu eram mais utilizados nas atividades no CT da Barra Funda. E Jadson seria reserva, pois Lodeiro era o escolhido para ocupar sua posição nos treinamentos do Timão no CT Joaquim Grava.
Com a saída de Lodeiro para o Boca Juniors, da Argentina, Jadson ganhou sobrevida no Corinthians. Conversou com Tite e ouviu do treinador que seria importante na temporada. E foi. Justamente no clássico contra o São Paulo, visto por Pato da televisão. Tudo porque o jogador emprestado pela equipe alvinegra ao Tricolor até o fim do ano só pode jogar o Majestoso mediante o pagamento de uma multa ao rival. 
Fora do confronto, Pato viu Jadson dar assistência para Elias e fazer o segundo gol da vitória do Timão por 2 a 0 sobre o Tricolor, na Arena Corinthians, na última quarta-feira. O resultado obviamente teve repercussão negativa no Morumbi, mas de alguma forma Jadson pode ter ajudado o são-paulino. 
Explica-se: diante da apatia demonstrada pelo time e das dificuldades de Alan Kardec e Luis Fabiano para incomodarem o rival na frente, Muricy percebeu que tinha de mudar a equipe. O treinador entende que ele é o parceiro ideal para qualquer um dos dois centroavantes. Assim, Pato ganhou chance contra o Audax, fez dois gols no sábado e repetiu a dose quarta-feira.
Agora, resta a dúvida sobre como os dois estarão até o Majestoso da última rodada da primeira fase da Libertadores, no dia 22 de abril, no Morumbi. Jadson estará sozinho em campo?

Opinião: Pato foi o melhor, mas Michel Bastos abriu as avenidas da goleada


Michel Bastos São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)
Artilheiro da noite e autor de belos lances, Alexandre Pato foi o principal nome da goleada do São Paulo, que fez quatro gols em jogadas de seus laterais. Mas, sem Michel Bastos, provavelmente a missão tricolor contra o Danúbio teria sido mais difícil no Morumbi. Escalado no meio-campo, onde rende mais, ao contrário do erro no clássico da semana anterior, o jogador teve movimentação fundamental para abrir os caminhos dos laterais (veja os gols e alguns dos melhores momentos da goleada no vídeo acima).
Parece até que o destino quis lembrar a Muricy Ramalho a decisão errada da estreia, na derrota por 2 a 0 para o Corinthians. Reinaldo, barrado na arena do rival, deu uma assistência depois de lindo drible, e ainda fez um gol. Por acaso? Não. Dessa vez, a estratégia do técnico deu certo. Michel Bastos e Ganso atuaram abertos para criarem espaços na retranca uruguaia – que não era tão eficiente assim. Os três primeiros gols saíram sempre do lado em que estava o camisa 7. Ele foi o responsável por atrair a marcação e abrir corredores para Bruno e Reinaldo deitarem e rolarem.
O primeiro gol já nasce bonito em sua origem, o toque de classe de Michel para Reinaldo. Peña, lateral-direito do Danúbio, tentou se antecipar ao meia são-paulino, que foi mais rápido. No espaço deixado pelo defensor, Reinaldo avançou. A movimentação de Michel desmontou o sistema de marcação. O zagueiro que saiu na cobertura foi driblado e Pato ficou livre na área.
Aos 38 minutos do primeiro tempo, com dificuldades de abrir a zaga do Danubio, o São Paulo inverteu seus armadores. Ganso foi para a esquerda e Michel para a direita, onde, menos de três minutos depois, recuou até a linha do círculo central, chamou atenção de Sosa e Gonzalez, e deixou uma avenida aberta para Bruno. Reparem no vídeo a desolação de Luis Sosa quando repara que correu em Michel e vê a enfiada de bola de Souza para Bruno, livre, livre. Sem marcação, ficou fácil para o lateral-direito cruzar na cabeça de Pato: 2 a 0.
No segundo tempo, Michel e Ganso voltaram ao posicionamento original e o São Paulo, se não chegou a passar maus bocados por conta da fragilidade do adversário, foi dominado por alguns minutos, sem a menor condição de criar. Até que, de novo, Michel Bastos fechou da lateral para o meio, fez os uruguaios concentrarem toda a marcação no setor, e conseguiu dar um tapa de lado para Reinaldo. Com o caminho totalmente aberto, ele chutou e definiu o jogo.
Atribuir o quarto gol à movimentação do jogador seria apelar. A partida já estava em ritmo de pelada, o Tricolor com um a mais em campo, mas o fato é que, novamente, um lateral participou. Hudson, improvisado no setor, chutou em cima de Cafu, que aproveitou e marcou.
Se Muricy Ramalho optou por abrir seus jogadores de criação e todos os gols saíram pelas laterais, não há como deixar de enaltecer sua decisão. Só que nem a tática, tampouco seu êxito, significam que os problemas do São Paulo estão resolvidos. O futebol do time foi apenas "razoável", como frisou o capitão Rogério Ceni. 
O próximo desafio do treinador é aproximar Michel Bastos e Ganso. Eles são os principais armadores da equipe e, na última quarta, ficaram muito distantes. Um na esquerda, outro na direita. Deu certo, mas pode ser ainda melhor se os dois, inspirados, puderem trocar passes e envolver também pelo meio. Depende de treino e da presença de atacantes de movimentação, como Pato, que arrebentou.
Obs.: fora de campo, a diretoria do São Paulo foi tão mal quanto o time jogou o clássico. Criou, em cima da hora, disparidades nos preços dos ingressos para "obrigar" o torcedor a se associar, apresentou um sistema de vendas cheio de problemas e, para completar, ignorou o aniversário do bicampeonato brasileiro no mesmo dia em que Pepe, técnico daquele time, completou 80 anos. Na verdade, fez uma lembrança mequetrefe no placar eletrônico e na distribuição de uma folha de papel. Essas datas aliadas ao primeiro jogo em casa na Libertadores, com venda de ingressos eficiente e homenagens à altura, poderiam ter formado uma grande festa no Morumbi. A sequência de trapalhadas deixou um clima de frustração nas arquibancadas.